23 de janeiro de 2019, 15h53

Flávio Bolsonaro teve lucro de R$ 813 mil com operação relâmpago de imóveis

Transações renderam ao filho do presidente um lucro equivalente a 260% no período de pouco mais de um ano

Foto: Reprodução/RedeTV A cada dia aparecem mais informações sobre práticas “duvidosas” de Flávio Bolsonaro. De acordo com a Folha de S.Paulo, o filho do presidente realizou, de 2012 a 2014, operações de compra e venda de imóveis com características consideradas suspeitas de lavagem de dinheiro. As transações renderam a ele um lucro equivalente a 260% no período. Em novembro de 2012, Flávio comprou dois imóveis em Copacabana, Rio de Janeiro. Localizados em ruas pouco valorizadas do bairro, ele pagou R$ 310 mil pelas duas unidades e as revendeu, um ano e três meses após, por mais do que o triplo do preço. Fórum terá...

Foto: Reprodução/RedeTV

A cada dia aparecem mais informações sobre práticas “duvidosas” de Flávio Bolsonaro. De acordo com a Folha de S.Paulo, o filho do presidente realizou, de 2012 a 2014, operações de compra e venda de imóveis com características consideradas suspeitas de lavagem de dinheiro. As transações renderam a ele um lucro equivalente a 260% no período.

Em novembro de 2012, Flávio comprou dois imóveis em Copacabana, Rio de Janeiro. Localizados em ruas pouco valorizadas do bairro, ele pagou R$ 310 mil pelas duas unidades e as revendeu, um ano e três meses após, por mais do que o triplo do preço.

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Os dois imóveis haviam sido comprados em 2011 pelos proprietários anteriores por um total de R$ 440 mil. Em pleno “boom imobiliário” na cidade, eles tiveram um prejuízo de 30% ao revendê-los ao filho do presidente, de acordo com informações do 5º Registro Geral de Imóveis da capital.

Flávio revendeu um imóvel em novembro de 2013 (por R$ 573 mil) e outro em fevereiro de 2014 (por R$ 550 mil). Ao todo, os negócios deram a ele um lucro de R$ 813 mil – diferença entre os R$ 310 mil das compras e R$ 1,12 milhão que recebeu com as vendas.

Suspeitas

Flávio nega possíveis irregularidades. ​Contudo, as operações são consideradas suspeitas pelo Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci). A entidade determina que seja comunicado ao Conselho das Atividades Financeiras (Coaf) negociações com “aparente aumento ou diminuição injustificada do valor de imóvel”.

A queda abrupta no valor de imóveis é alvo de suspeitas dos órgãos de controle, porque podem encobrir um possível pagamento não declarado, o que caracteriza lavagem de dinheiro.

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