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30 de abril de 2019, 16h17

Flávio Dino afirma que cortar recursos das universidades através de critérios ideológicos é inconstitucional

De acordo com o ministro da Educação de Bolsonaro, “Universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia, terão verbas reduzidas”

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O governador do Maranhão, Flávio Dino, afirmou, através de sua conta do Twitter, nesta terça-feira (30), que a ameaça do ministro da Educação, Abraham Weintrab, de cortar recursos das Universidades Federais através de critérios ideológicos é inconstitucional. Flávio Dino, que antes de virar político era juiz, aprovado em primeiro lugar no mesmo concurso que fez o atual ministro da Justiça Sérgio Moro, disse ainda que “ou haverá novo recuo, ou nova derrota no Judiciário”, escreveu. Usar critérios ideológicos, e não técnicos, para cortar recursos de Universidades fere a regra constitucional da autonomia universitária (art. 207 da Constituição). Ou haverá novo...

O governador do Maranhão, Flávio Dino, afirmou, através de sua conta do Twitter, nesta terça-feira (30), que a ameaça do ministro da Educação, Abraham Weintrab, de cortar recursos das Universidades Federais através de critérios ideológicos é inconstitucional.

Flávio Dino, que antes de virar político era juiz, aprovado em primeiro lugar no mesmo concurso que fez o atual ministro da Justiça Sérgio Moro, disse ainda que “ou haverá novo recuo, ou nova derrota no Judiciário”, escreveu.

“Usar critérios ideológicos, e não técnicos, para cortar recursos de Universidades fere a regra constitucional da autonomia universitária (art. 207 da Constituição). Ou haverá novo recuo, ou nova derrota no Judiciário. Lamentável tanta confusão.”

Balbúrdia

De acordo com o ministro, “Universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia, terão verbas reduzidas”, disse em reportagem de Renata Agostini, na edição desta terça-feira (30) do jornal O Estado de S.Paulo.

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Segundo Weintraub, universidades têm permitido que aconteçam em suas instalações eventos políticos, manifestações partidárias ou festas inadequadas ao ambiente universitário. “A universidade deve estar com sobra de dinheiro para fazer bagunça e evento ridículo”, disse. Ele deu exemplos do que considera bagunça: “Sem-terra dentro do câmpus, gente pelada dentro do câmpus”.

 

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