19 de fevereiro de 2019, 17h50

Ford fechará fábrica em São Bernardo do Campo; 3,2 mil trabalhadores serão demitidos

Empresa alega crise econômica; atordoados com a notícia, sindicalistas estão reunidos para definir o que fazer na tentativa de evitar o fechamento da fábrica

Foto: Divulgação
Por ABCD Maior  A Ford vai fechar as portas de sua fábrica de São Bernardo do Campo (SP) em novembro deste ano. A montadora alega que a crise econômica inviabiliza a continuidade da produção na cidade. Com a decisão, cerca de 3.200 funcionários diretos e cerca de mil terceirizados serão demitidos. A decisão foi tomada na sede dos Estados Unidos e está sendo comunicada neste momento à unidade de São Bernardo. Atordoados com a notícia, sindicalistas estão reunidos para definir o que fazer na tentativa de evitar o fechamento da fábrica. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, os modelos...

Por ABCD Maior 

A Ford vai fechar as portas de sua fábrica de São Bernardo do Campo (SP) em novembro deste ano. A montadora alega que a crise econômica inviabiliza a continuidade da produção na cidade. Com a decisão, cerca de 3.200 funcionários diretos e cerca de mil terceirizados serão demitidos. A decisão foi tomada na sede dos Estados Unidos e está sendo comunicada neste momento à unidade de São Bernardo. Atordoados com a notícia, sindicalistas estão reunidos para definir o que fazer na tentativa de evitar o fechamento da fábrica.

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, os modelos de carros mais novos estão sendo produzidos na unidade de Camaçari, na Bahia. O que fez com que a fábrica de São Bernardo ficasse com parte de sua capacidade ociosa. O que poderia ser resolvido com a produção de um novo modelo na planta.

Segundo acordo coletivo de 2017, firmado entre sindicato e funcionários, haveria período de negociação para a retomada dos investimentos pela Ford São Bernardo. Mas desde então, não houve nada efetivo por parte da direção. De lá para cá, cerca de mil funcionários saíram por meio de PDV. Desde janeiro deste ano, metalúrgicos começaram a realizar assembleias internas para cobrar da direção da montadora a retomada de investimentos na unidade de São Bernardo do Campo.