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12 de Março de 2018, 20h56

Formatura da UEM é marcada por denúncias de assédio sexual contra professores

O protesto durante a cerimônia de colação de grau da Universidade Estadual de Maringá foi encampado por alunas da História, que há anos denunciam dois professores do curso por assédio sexual; elas cobraram transparência da universidade na investigação, que está sob sigilo

Foto: Reprodução/Adunicentro Sindicato dos Docentes/Facebook

A cerimônia de colação de grau de alunos de diferentes cursos da Universidade Estadual de Maringá (UEM), realizada na noite da última sexta-feira (9), foi marcada por protestos das alunas da História contra dois professores da instituição que são acusados por elas de assédio sexual.

Com faixas e cartazes, as formandas cobraram transparência da universidade na investigação interna que apura a conduta dos professores. Elas acusam a instituição de ter “engavetado” o processo, que está sob sigilo e em curso há dois anos.

“Cadê o resultado do processo?”, “Lugar de professor abusador é na rua” e “Deixem as calouras em paz” foram algumas das frases escritas nos cartazes.

Foto: Reprodução/Facebook Sesduem

Ao longo dos últimos anos as estudantes da UEM vêm, constantemente, fazendo campanhas em prol da punição dos professores. No ano passado, por exemplo, alunas criaram uma mostra fotográfica chamada “Professor abusador: assédio e violência de gênero nas universidades” em que mulheres apareciam nas imagens com frases e situações ligadas ao abuso que teriam sofrido. De acordo com os relatos, os professores “davam em cima” das alunas e as favoreciam academicamente em troca de sexo.

A investigação interna da UEM está sob sigilo desde 2016. A instituição ainda não se manifestou sobre os protestos na colação de grau, que foram repercutidos por estudantes nas redes sociais e também pela página da Seção Sindical dos Docentes da UEM.