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16 de julho de 2018, 12h15

Foro de São Paulo começa em Havana com destaque para unidade da esquerda

Ana Prestes envia sua coluna direto de Cuba, onde participa do evento que superou as expectativas em relação ao número de participantes no primeiro dia

Foto: Reprodução/Facebook Ana Prestes

Com a presença de mais de 400 pessoas, quando se esperava cerca de 200, teve início neste domingo (15), em Havana, o XXIV Foro de São Paulo.

Nas palavras do anfitrião, Balaguer Cabrera, chefe do departamento de Relações Internacionais do Partido Comunista Cubano: “Este encontro em Havana se realiza em um momento transcedental para que se compreenda a importância do FSP na construção da integração, do bem comum. Nunca este espaço pretendeu dizer o que se deve fazer, mas debater sobre algo essencial: a única maneira de seguir adiante é a partir da unidade da esquerda”.

Ao ser anfitriã do encontro, Cuba parece empenhada em fazer com que o resultado mais prático do FSP seja a convicção da construção da unidade interna entre partidos em cada um dos países membros da plataforma. Em uma das mesas de debate, um experimentado dirigente cubano disse algo que seria um recado para muitos partidos e movimentos da região: “Há diversas formas de construir uma unidade, pode se fazê-lo a partir daquilo que queremos que ocorra, mas pode ser também a partir daquilo que não queremos que ocorra de nenhuma maneira e em torno disso nos unimos”.

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O encontro conta com a participação de partidos, organizações e movimentos de toda a América Latina e também alguns da América do Norte, Europa e África.

Atual situação na Nicarágua, no Equador e no Brasil está tendo destaque nos debates. Ponto alto do encontro será na manhã desta terça-feira (17), com uma homenagem a Fidel Castro, um dos fundadores e mais ativos participantes do encontro.