22 de janeiro de 2019, 08h35

Fortuna dos 26 mais ricos é igual ao patrimônio dos 50% mais pobres do mundo

Segundo relatório da Oxfam, o Brasil tinha 42 bilionários em 2018, com riqueza total de US$ 176,4 bilhões. Na América Latina e Caribe, o 1% mais rico concentra 40% da riqueza da região.

Relatório da Oxfam, confederação global que tem como objetivo combater a pobreza, as desigualdades e as injustiças em todo o mundo, divulgado nesta segunda-feira (21), revela que os 26 indivíduos mais ricos do mundo concentram riqueza equivalente ao patrimônio dos 3,8 bilhões de pessoas que formam a camada mais pobre da população mundial, ou seja, 50% das pessoas em todo o planeta. “Enquanto corporações e os super-ricos desfrutam de impostos baixos, milhões de meninas não têm acesso à educação de qualidade e muitas mulheres morrem por falta de cuidados na maternidade”, afirmou Winnie Byanyima, diretora executiva da Oxfam International. O...

Relatório da Oxfam, confederação global que tem como objetivo combater a pobreza, as desigualdades e as injustiças em todo o mundo, divulgado nesta segunda-feira (21), revela que os 26 indivíduos mais ricos do mundo concentram riqueza equivalente ao patrimônio dos 3,8 bilhões de pessoas que formam a camada mais pobre da população mundial, ou seja, 50% das pessoas em todo o planeta.

“Enquanto corporações e os super-ricos desfrutam de impostos baixos, milhões de meninas não têm acesso à educação de qualidade e muitas mulheres morrem por falta de cuidados na maternidade”, afirmou Winnie Byanyima, diretora executiva da Oxfam International.

O número de bilionários no mundo quase que dobrou desde a crise financeira de 2007-2008 – de 1.125 em 2008 para 2.208 em 2018. Segundo o relatório, o Brasil tinha 42 bilionários em 2018, com riqueza total de US$ 176,4 bilhões. Na América Latina e Caribe, o 1% mais rico concentra 40% da riqueza da região.

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Segundo a Oxfam, uma taxa extra de apenas 0,5% sobre a riqueza dos bilionários que fazem parte do 1% mais rico do planeta arrecadaria mais do que o suficiente para educar as 262 milhões de crianças que estão fora da escola hoje no mundo, e também providenciar serviços de saúde que poderiam salvar a vida de mais de 3 milhões de pessoas.

A ONG sugere que os governos reavaliem a tributação sobre riquezas, como os impostos sobre heranças de propriedades, que vêm sendo reduzidos ou eliminados em boa parte das nações mais desenvolvidas e sequer foram implementados nos países mais pobres.

“Os pobres sofrem duplamente, com a falta de serviços essenciais e também ao pagar uma carga maior de impostos”, afirmou a diretora executiva da Oxfam.

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