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19 de janeiro de 2019, 12h52

França cria rede de solidariedade para brasileiros ameaçados por governo Bolsonaro

“Acabou, foi uma ruptura e é hora de viver o luto desta Nova República. Somos o único grande país da América Latina que elegeu através do voto direto um governo militarista de extrema direita", disse o filósofo Vladimir Safatle

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Foi lançada nesta sexta-feira (18), em Paris, uma rede de solidariedade aos brasileiros que se sentem ameaçados por decisões ou atos do atual governo Jair Bolsonaro (PSL). Organizado pela Associação pela Pesquisa sobre o Brasil na Europa (Arbre), associação que nos últimos dois anos se posicionou fortemente contra a condenação de Lula, o assassinato de Marielle Franco e durante as eleições presidenciais, a Arbre já havia lançado um manifesto em defesa da democracia assinado por mais de 200 intelectuais na Europa, incluindo nomes como o economista Thomas Piketty, de acord com informações de Márcia Bechara, para RFI. Fórum terá um...

Foi lançada nesta sexta-feira (18), em Paris, uma rede de solidariedade aos brasileiros que se sentem ameaçados por decisões ou atos do atual governo Jair Bolsonaro (PSL).

Organizado pela Associação pela Pesquisa sobre o Brasil na Europa (Arbre), associação que nos últimos dois anos se posicionou fortemente contra a condenação de Lula, o assassinato de Marielle Franco e durante as eleições presidenciais, a Arbre já havia lançado um manifesto em defesa da democracia assinado por mais de 200 intelectuais na Europa, incluindo nomes como o economista Thomas Piketty, de acord com informações de Márcia Bechara, para RFI.

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Entre o público-alvo estão pesquisadores, professores, brasilianistas, estudantes que correm o risco de perder bolsas de estudo por “critérios ideológicos”,  comunidade LGBT e ativistas quilombolas, do movimento negro, jornalistas, feministas, entre outros.

“Acabou, foi uma ruptura e é hora de viver o luto desta Nova República. Somos o único grande país da América Latina que elegeu através do voto direto um governo militarista de extrema direita. Isso é inédito no continente. Tudo o que vier, no Brasil, a partir de agora não terá conexão com o que quer que seja que tenhamos vivido no passado. Mas não podemos deixar que acabem com a imaginação política do Brasil”, disse o filósofo brasileiro Vladimir Safatle, que lembrou do revisionismo do governo Bolsonaro, que “neste momento mesmo, tira dos livros de História a expressão ‘ditadura’ e substitui por ‘movimento’ militar”‘.

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Contato

Juliette Dumont, historiadora e uma das organizadoras da rede de solidariedade, afirma que um dos papéis dessa nova iniciativa será alertar toda a rede de contatos na França para ajudar colegas brasileiros em dificuldades. Os interessados, segundo Dumont, podem entrar em contato através do email solidarite.bresil.2019@gmail.com.

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