02 de dezembro de 2018, 08h54

Fraude com CPF de idosos garantiram disparos em massa de WhatsApp na campanha, diz jornal

Segundo relato de um ex-funcionário, “as empresas cadastraram celulares com nomes, CPFs e datas de nascimento de pessoas que ignoravam o uso de seus dados".

O “Caixa 2 do Bolsonaro”, como ficou conhecida a denúncia de que empresários financiavam o disparo em massa de mensagens de WhatsApp, utilizou de CPF de idosos para o registro de chips. Reportagem da Folha de S. Paulo mostra que uma rede de empresas que ofereceram os serviços durante as eleições recorreu à fraude para viabilizar o disparo em massa. Entre as agências envolvidas no esquema está a Yacows. Especializada em marketing digital, ela prestou serviços a vários políticos e foi subcontratada pela AM4, produtora que trabalhou para a campanha do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Segundo relato de um ex-funcionário à Folha,...

O “Caixa 2 do Bolsonaro”, como ficou conhecida a denúncia de que empresários financiavam o disparo em massa de mensagens de WhatsApp, utilizou de CPF de idosos para o registro de chips. Reportagem da Folha de S. Paulo mostra que uma rede de empresas que ofereceram os serviços durante as eleições recorreu à fraude para viabilizar o disparo em massa.

Entre as agências envolvidas no esquema está a Yacows. Especializada em marketing digital, ela prestou serviços a vários políticos e foi subcontratada pela AM4, produtora que trabalhou para a campanha do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL).

Segundo relato de um ex-funcionário à Folha, “as empresas cadastraram celulares com nomes, CPFs e datas de nascimento de pessoas que ignoravam o uso de seus dados. Ele enviou à reportagem uma relação de 10 mil nomes de pessoas nascidas de 1932 a 1953 (de 65 a 86 anos) que, afirma, era distribuída pela Yacows aos operadores de disparos de mensagens”.

De acordo com a reportagem, a lei exige o cadastro de CPFs existentes para liberar o uso de um chip. “Como o WhatsApp trava números que enviam grande volume de mensagens para barrar spam, as agências precisavam de chips suficientes para substituir os que fossem bloqueados e manter a operação.”

Leia aqui a reportagem assinada pelos jornalistas Artur Rodrigues e Patrícia Campos Mello.

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