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10 de Maio de 2013, 00h02

Freixo critica privatização do Maracanã para grupo da Odebrecht

Para Marcelo Freixo (PSOL), Rio de Janeiro perde seu "maior patrimônio cultural"

Para Marcelo Freixo (PSOL), Rio de Janeiro perde seu “maior patrimônio cultural”

Por Igor Carvalho

Eike Batista está entre os empresários que passarão a administrar um dos maiores patrimônios do futebol brasileiro (Foto: Tânia Rego/ABr)

O  Maracanã, um dos maiores patrimônios do futebol brasileiro, será administrado, nos próximos 35 anos, pelo consórcio   formado pela Odebrecht, com participação do grupo de Eike Batista.

Para o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), “a Odebrecth, a IMX (empresa de Eike) e a AEG se tornaram donas do maior patrimônio cultural do Rio de Janeiro”.

Para o parlamentar “a perda do Maracanã é irreparável” por se tratar de  um dos “maiores símbolos da democracia carioca,  onde se promovia o encontro de todas as classes sociais”.

Freixo considera que “o Maracanã  se torna o símbolo dessa cidade mercado,  um grande balcão de negócios”.

O grupo passará a administrar o Complexo do Maracanã após o dia 30 de junho, quando ocorre a final da Copa das Confederações. Até a próxima sexta-feira (10), a proposta será homologada pelo secretário da Casa Civil do Rio de Janeiro, Régis Fichtner.

A proposta vencedora foi de R$ 181,5 milhões. Eles serão pagos em 33 parcelas anuais de R$ 5,5 milhões. O edital foi dividido em duas etapas, sendo que  60% da nota era técnica e 40% tinham relação com a proposta econômica. Nos dois quesitos o “Consórcio Maracanã” foi superior.

O grupo que ganhou o consórcio se divide da seguinte forma: Odebrecht 90%,  IMX, 5%, e a  AEG com 5%.