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17 de maio de 2019, 08h33

Funcionários fantasmas, parentes de Bolsonaro devolviam até 90% dos salários ao clã, diz revista

Segunda esposa de Jair Bolsonaro, Ana Cristina Valle teve ao menos 12 parentes da sua família, Siqueira Valle, empregados no suposto esquema de "rachadinha" nos gabinetes do presidente, quando era deputado federal, e de Flávio, na Alerj

Bolsonaro e a ex-mulher, Ana Cristina Valle, mãe de Renan (Montagem)
Reportagem de Juliana Dal Piva e Bruno Abbud, no site da revista Época, revela que parentes do clã Bolsonaro devolviam até 90% dos salários recebidos em funções públicas que foram nomeados por Flávio Bolsonaro (PSL/RJ) e o pai, Jair Bolsonaro (PSL), traçando uma genealogia de um escândalo que revela, em princípio, um esquema de nepotismo e “rachadinha” – quando funcionários de gabinetes devolvem parte dos salários aos parlamentares. Segundo os jornalistas, a ex-mulher de Bolsonaro, Ana Cristina Valle – mãe do seu quarto filho, Renan – é o elo para entender todo o esquema que enriqueceu a família. Segunda esposa...

Reportagem de Juliana Dal Piva e Bruno Abbud, no site da revista Época, revela que parentes do clã Bolsonaro devolviam até 90% dos salários recebidos em funções públicas que foram nomeados por Flávio Bolsonaro (PSL/RJ) e o pai, Jair Bolsonaro (PSL), traçando uma genealogia de um escândalo que revela, em princípio, um esquema de nepotismo e “rachadinha” – quando funcionários de gabinetes devolvem parte dos salários aos parlamentares.

Segundo os jornalistas, a ex-mulher de Bolsonaro, Ana Cristina Valle – mãe do seu quarto filho, Renan – é o elo para entender todo o esquema que enriqueceu a família.

Segunda esposa de Jair, Ana tem ao menos 12 parentes da família Siqueira Valle que foram empregados no suposto esquema de “rachadinha” nos gabinetes de Bolsonaro na Câmara e de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Uma pessoa próxima à família falou com Época sob condição de anonimato e disse que os parentes nomeados nunca fizeram o trabalho de assessoria parlamentar na cidade ou na Alerj – atuando como funcionários fantasmas.

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De acordo com essa pessoa, ao menos dois familiares admitiram que repassavam cerca de 90% dos salários de volta para os parlamentares. A revista também teve acesso a gravações em que dois deles relembram as devoluções, em dinheiro vivo, feitas à Flávio na Alerj.

De quatro em quatro anos, a única coisa que os parentes faziam era distribuir santinhos no período de campanha pela reeleição de Flávio e Jair Bolsonaro. Assim, sequer eram vistos como funcionários. Entre os parentes de Ana Cristina estão irmãos, pais, tios e primos.

Leia a reportagem na íntegra

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