09 de dezembro de 2018, 17h36

Futuro ministro do Meio Ambiente acha que deve combater “a esquerda e o MST” à bala

Ricardo de Aquino Salles chama o golpe militar de 64 de “movimento de 31 de março” e diz que “felizmente tivemos uma ditadura de direita no Brasil”

Foto: Reprodução

Além de ter problemas com a Justiça, Ricardo de Aquino Salles, futuro ministro do Meio Ambiente, anunciado neste domingo (9) por Jair Bolsonaro, tem uma longa trajetória ligada ao conservadorismo e ao discurso de ódio da extrema direita. Uma de suas últimas realizações como secretário estadual do Meio Ambiente de Geraldo Alckmin (PSDB) foi mandar retirar um busto do ex-guerrilheiro Carlos Lamarca do Parque Estadual Rio Turvo, no Vale do Ribeira (SP), sem, no entanto, consultar os vereadores da cidade ou a população, em uma atitude totalmente autoritária.

Salles se orgulha de ser reacionário. Ganhou notoriedade por estimular crimes contra a esquerda várias vezes em suas redes sociais, inclusive em sua campanha, este ano, para deputado federal pelo Partido Novo (leia reportagem do The Intercept). Em uma de suas propagandas, estimulou a violência, mostrando que é preciso combater “a esquerda e o MST” à bala.

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Em 2014, quase foi preso por não pagar pensão alimentícia. Advogado, o novo ministro fundou, em 2006, o Movimento Endireita Brasil com quatro amigos. Neste mesmo ano, deu início à sua trajetória na política partidária, ao tentar se eleger deputado federal pelo antigo PFL. Não conseguiu.

Estados Unidos

Em seguida, foi para os Estados Unidos para receber um treinamento no “Leadership Institute”, um “think tank” (espécie de laboratório de ideias) conservador, cujo principal objetivo é formar líderes de direita. Em 2010, tentou mais uma vez um cargo público, dessa vez como deputado estadual pelo DEM. Perdeu de novo. A última tentativa foi este ano, pelo Partido Novo.

Salles chama o golpe militar de 64 de “movimento de 31 de março” e diz que “felizmente tivemos uma ditadura de direita no Brasil”.

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