21 de maio de 2009, 14h10

Game que simulava estupros tem venda interrompida

Venda foi interrompida após protesto de organização de direitos humanos de Nova York

Venda foi interrompida após protesto de organização de direitos humanos de Nova York

Por Redação

O jogo japonês RapeLay (que em português significa “estupro”), teve interrompida sua venda na internet e sua distribuição na última sexta-feira, 15. O game, desenvolvido pela empresa Illusion, tinha como objetivo molestar mulheres e estações de metrô e em parques da cidade. Caso o jogador encontrasse sua vítima nua e chorando, ele teria a possibilidade de molestar suas duas filhas e obrigá-las a abortar.

A venda foi interrompida após a organização de direitos humanos Equality Now, de Nova Iorque, ter iniciado uma campanha e um abaixo-assinado contra o presidente da Illusion e contra o próprio primeiro-ministro do Japão. O game, entre outros “hentai games”, viola o cumprimento da Convenção pela Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher (CEDAW) da ONU.

O desenvolvedor do jogo argumentou na semana passada que a venda do jogo era legal dentro do Japão e que os produtos de sua empresa não estava autorizados a serem vendidos em outros países. No entanto, o game estava sendo negociado pela internet e chegou a ser encontrado nas ruas da Santa Efigênia, na capital paulista, e seu valor variava entre R$ 10 e R$ 20. O pacote completo, que inclui um DVD com história em quadrinhos, custava R$ 120. Apesar se sua venda ter sido banida, o jogo ainda está disponível em sites de compartilhamento de dados.

O game, além de mostrar casos de abusos sexuais contra a mulher, mostra casos de pedofilia. Uma das filhas da vítima, quando encontrada pelo jogador, está vestida com uniforme de colegial. A outra, com aparência de dez anos, é estuprada em um quarto com ursinhos de pelúcia. Ao engravidarem, o jogador tem que obrigar as meninas a abortar, caso contrário as meninas podem arremessar o jogador contra trilhos de um trem.

A justiça brasileira encontrou dificuldades no combate à venda do jogo porque a legislação do país não tipifica o abuso sexual simulado, conforme explicou o procurador da República Sergio Suiama.

Em nenhum momento a empresa Illusion justificou a criação do RapeLay. Houve uma onde de protestos em todo o mundo contra o jogo.

Com informações de agências.