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04 de setembro de 2018, 08h46

Gasto com segurança no Museu Nacional em 2018: Zero

O levantamento é da Contas Abertas. A ONG aponta ainda não ter sido feito nenhum pagamento para serviços de manutenção de imóveis ou aquisição de materiais para essa finalidade

Incêndio no Museu Nacional. Foto: Reprodução Rede Globo
O Museu Nacional, que foi quase que totalmente destruído por um incêndio, no último domingo (2), não gastou nada neste ano para a compra de equipamentos ou materiais de segurança. Além disso, não foi feito nenhum pagamento para serviços de manutenção de imóveis ou aquisição de materiais para essa finalidade. O levantamento é da ONG Contas Abertas, que mostra ainda que, nos últimos quatro anos, os desembolsos realizados para essas atividades estão bem abaixo do que se imaginaria para um prédio daquela dimensão e, sobretudo, com 200 anos. No biênio 2015/2017, o museu gastou R$ 16.971 com a compra de equipamentos e...

O Museu Nacional, que foi quase que totalmente destruído por um incêndio, no último domingo (2), não gastou nada neste ano para a compra de equipamentos ou materiais de segurança. Além disso, não foi feito nenhum pagamento para serviços de manutenção de imóveis ou aquisição de materiais para essa finalidade.

O levantamento é da ONG Contas Abertas, que mostra ainda que, nos últimos quatro anos, os desembolsos realizados para essas atividades estão bem abaixo do que se imaginaria para um prédio daquela dimensão e, sobretudo, com 200 anos.

No biênio 2015/2017, o museu gastou R$ 16.971 com a compra de equipamentos e materiais de segurança. Já para a aquisição de materiais e serviços de manutenção de imóvel, o gasto foi de R$ 250.236 (valores corrigidos).

O Ministério da Educação (MEC) disse que não repassa verbas diretamente ao museu, uma vez que a gestão é feita pela Universidade Federal do Rio (UFRJ). Já o reitor da instituição, Roberto Leher, atribuiu a incapacidade de investir em segurança à restrição orçamentária imposta à UFRJ. Segundo ele, a maior parte da verba repassada tem sido usada no custeio, como contas de luz. Para o projeto anti-incêndio, Leher disse ter contatado o BNDES, de onde havia obtido em junho financiamento de R$ 21,7 milhões.

Com informações do Estadão

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