12 de agosto de 2018, 11h09

Gebran teria admitido que ignorou a lei para manter Lula preso

De acordo com a coluna Radar, da Veja, o desembargador do TRF4 teria dito a amigos que ignorou a lei ao derrubar a decisão de Rogério Favreto que determinava a soltura de Lula para evitar o que considera “um erro ainda mais danoso"

A coluna ‘Radar’ da edição da revista Veja deste final de semana informa, sem maiores detalhes, que o desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) Gebran Neto teria dito a amigos que ignorou a lei para manter o ex-presidente Lula preso.

No dia 8 de julho, o desembargador Rogério Favreto, que estava no plantão do tribunal, emitiu uma ordem judicial determinando a soltura de Lula. Gebran, pouco tempo depois, emitiu um despacho revogando a decisão de Favreto.

De acordo com a coluna, Gebran teria admitido a amigos que ignorou a lei, já que não poderia atropelar a decisão de outro desembargador, para evitar o que considera “um erro ainda mais danoso” – que seria a liberdade do petista.

Após a informação vir à público, o PT divulgou um artigo em seu site oficial em que destaca as supostas arbitrariedades do desembargador. “Chama atenção o descaramento em admitir que vale tudo para manter Lula preso, calado, lutando pelo seu direitos mais fundamentais. Se não cabia a Moro questionar decisão da segunda instância, tampouco Gebran poderia furar o comando do juiz que estava de plantão naquele dia”.

Os mandos e desmandos da judiciário observados neste episódio motivaram o ministro João Otávio de Noronha, corregedor nacional de Justiça, a intimar os desembargadores Rogério Favreto, Gebran Neto, além do juiz Sergio Moro, a prestarem esclarecimentos a respeito da verdadeira “guerra jurídica” sobre o habeas corpus do ex-presidente Lula.