28 de junho de 2018, 15h52

Geddel é levado para “solitária” na Papuda após atrito com agente penitenciário

Informações preliminares indicam que ele teria desrespeitado servidor durante revista pessoal; ele está preso desde setembro

(FOTO: Valter Campanato/Agência Brasil)

Geddel Vieira Lima foi transferido para uma cela isolada no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, por ter desrespeitado um agente penitenciário, durante revista pessoal. A informação, segundo Mara Puljiz, no G1, é da Subsecretaria do Sistema Penitenciário do Distrito Federal (Sesipe).

Leandro Allan, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Distrito Federal, afirmou que o ex-ministro desobedeceu a uma ordem para fazer um procedimento de rotina. Ele não soube dizer qual teria sido a determinação.

Geddel foi preso após a Polícia Federal ter apreendido R$ 51 milhões em dinheiro, que estavam distribuídos em malas, em um apartamento supostamente usado pelo ex-ministro em Salvador.

O castigo pode durar até dez dias, mas o tempo em que ele ficará na “solitária” vai depender da decisão da Vara de Execuções Penais. Agora, Geddel não terá mais direito a banho de sol, não poderá receber visitas pelo período que durar o castigo, com exceção de advogados, e não poderá comprar os alimentos da cantina da Papuda. Só receberá refeições comuns.

Acompanhe a íntegra da nota divulgada pela Subsecretaria do Sistema Penitenciário do Distrito Federal:

A Subsecretaria do Sistema Penitenciário do Distrito Federal (Sesipe) informa que o interno Geddel Vieira Lima foi isolado em cela especial no Centro de Detenção Provisória (CDP), localizado na Papuda, na última terça-feira (26). Ele desrespeitou um agente de atividades penitenciárias durante uma revista pessoal.

O procedimento é adotado para todo detento que cometa falta disciplinar em estabelecimento prisional. Geddel, assim como qualquer outro interno nessa condição, ficará na cela especial, inicialmente, por até dez dias. Depois, retorna para a cela de origem.

A ocorrência foi registrada na 30ª Delegacia de Polícia, localizada em São Sebastião. O fato também será oficiado ao Ministério Público do DF e à Vara de Execuções Penais do Tribunal de Justiça.