Imprensa livre e independente
17 de novembro de 2018, 10h00

General aliado a Bolsonaro desiste de apoiá-lo e provoca crise na cúpula do novo governo

Após Bolsonaro acatar a ‘ideia’ do general Ferreira de criar o superministério da Infraestrutura, mas não nomeá-lo para o cargo, o antigo aliado optou por deixar a equipe de transição, alegando “motivos pessoais”

Foto: Anderson/Agência Pará Jair Bolsonaro nem assumiu ainda a presidência e já observa uma crise de relacionamento em sua cúpula, envolve os núcleos militar, político e econômico. O “gatilho” foi a desistência do general da reserva Oswaldo Ferreira em continuar apoiando o presidente eleito e fazendo parte da equipe de transição, de acordo com informações da Folha de S.Paulo. Ferreira era um dos aliados mais próximos de Bolsonaro, trabalhando ao seu lado desde 2017, na coordenação de infraestrutura de sua campanha. O general, que participava da transição desde o primeiro dia, sem cargo formal, apresentou um plano o capitão da...

Foto: Anderson/Agência Pará

Jair Bolsonaro nem assumiu ainda a presidência e já observa uma crise de relacionamento em sua cúpula, envolve os núcleos militar, político e econômico. O “gatilho” foi a desistência do general da reserva Oswaldo Ferreira em continuar apoiando o presidente eleito e fazendo parte da equipe de transição, de acordo com informações da Folha de S.Paulo.

Ferreira era um dos aliados mais próximos de Bolsonaro, trabalhando ao seu lado desde 2017, na coordenação de infraestrutura de sua campanha. O general, que participava da transição desde o primeiro dia, sem cargo formal, apresentou um plano o capitão da reserva, que seria a criação do superministério da Infraestrutura. O presidente eleito deu aval ao plano, mas não o nomeou para o cargo.

Fórum precisa ter um jornalista em Brasília em 2019. Será que você não pode nos ajudar nisso? Clique aqui e saiba mais

Apesar disso, ele alega ter motivos pessoais para não ficar. “Desde o início eu disse ao presidente Bolsonaro que não fazia questão de ser ministro. Tenho minhas coisas para tocar. Ajudei um amigo em um momento importante”, disse o general Ferreira, após Bolsonaro escolher três nomes para cargos vinculados à presidência: para Gabinete de Segurança institucional, comandado pelo general Augusto Heleno; Casa Civil, com Ônix Lorenzoni; e a secretaria Geral, com o advogado Gustavo Bebiano, ex-presidente do PSL

Veja também:  Eduardo Bolsonaro cita Adão e Eva para defender agronegócio e vira piada nas redes

Há um jogo de interesses na composição da equipe de governo e uma queda de braço entre as forças. De um lado, a equipe de Paulo Guedes, futuro ministro da Economia; do outro, os generais ligados a Bolsonaro; e em outra ponta, Onyx Lorenzoni; futuro ministro da Casa Civil.

 

 

 

 

Fórum em Brasília, apoie a Sucursal

Fórum tem investido cada dia mais em jornalismo. Neste ano inauguramos uma Sucursal em Brasília para cobrir de perto o governo Bolsonaro e o Congresso Nacional. A Fórum é o primeiro veículo a contratar jornalistas a partir de financiamento coletivo. E para continuar o trabalho precisamos do seu apoio. Clique no link abaixo e faça a sua doação.

Apoie a Fórum