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14 de abril de 2019, 10h44

General Heleno, sobre fuzilamento de família no RJ: “Comandante deu uma bobeada”

Ministro do Gabinete de Segurança Institucional adotou o mesmo tom de Bolsonaro, que chegou a afirmar que "o Exército não matou ninguém" na ação desastrada que culminou na morte de um músico no RJ, e de Moro, que classificou o fuzilamento como um "incidente"

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil
O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (CGI), general Augusto Heleno, afirmou neste sábado (13) que o comandante da operação desastrada do Exército que culminou na morte de um músico no Rio de Janeiro “deu uma bobeada”. No dia 12, militares fuzilaram o carro de uma família negra na zona oeste da capital fluminense com 80 tiros em uma ação que chocou o país. O músico Evaldo Rosa dos Santos morreu no local. “Tudo indica, pelas circunstâncias, que foi uma bobeada. O próprio ministro da defesa disse que foi lamentável. Não teve o inquérito ainda. Vamos aguardar o inquérito”, disse...

O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (CGI), general Augusto Heleno, afirmou neste sábado (13) que o comandante da operação desastrada do Exército que culminou na morte de um músico no Rio de Janeiro “deu uma bobeada”.

No dia 12, militares fuzilaram o carro de uma família negra na zona oeste da capital fluminense com 80 tiros em uma ação que chocou o país. O músico Evaldo Rosa dos Santos morreu no local.

“Tudo indica, pelas circunstâncias, que foi uma bobeada. O próprio ministro da defesa disse que foi lamentável. Não teve o inquérito ainda. Vamos aguardar o inquérito”, disse ao portal UOL durante um evento do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) em São Paulo.

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Heleno adotou, ao tratar do assunto, o mesmo tom do presidente Jair Bolsonaro e do ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Bolsonaro chegou a afirmar que “o Exército não matou ninguém”. Já o ex-juiz de Curitiba classificou o episódio como um “incidente” e disse que “pode acontecer.

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