05 de julho de 2018, 18h52

General Villas Bôas: “Se Exército intervier, será para cumprir a Constituição e manter a democracia”

Em relação ao movimento intervencionista, que pede a volta dos militares ao poder, o general afirmou que existe uma identificação popular com os valores das Forças Armadas

General Villas Bôas. Foto: Marcelo Camargo/EBC/FotosPúblicas

O general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército brasileiro, voltou a polemizar, nesta quinta-feira (5). Apesar de afirmar que não existe a possibilidade de uma intervenção militar nos mesmos moldes do período da ditadura, entre 1964 e 1985, ressaltou que “se o Exército intervier, será para cumprir a Constituição e manter a democracia”, segundo Luís Adorno, do UOL.

Em relação ao movimento intervencionista, que pede a volta dos militares ao poder, o general afirmou que existe uma identificação popular com os valores das Forças Armadas e uma ânsia pelo reestabelecimento da ordem. “Eu nem vejo um caráter ideológico nisso. Mas, de qualquer forma, as Forças Armadas, e o Exército, pelo qual eu respondo, se, eventualmente, tiverem de intervir, será para fazer cumprir a Constituição, manter a democracia e proteger as instituições”, disse.

“Sempre o Exército atuará sob a determinação de um dos Poderes da República, como aconteceu agora, por exemplo, nessa greve dos caminhoneiros”, complementou. Villas Bôas classificou a questão como “muito simples”: “Quem interpreta que o Exército pode intervir [como na ditadura], é porque não conhece as Forças Armadas e a determinação democrática, de espírito democrático, que reina e preside em todos os quartéis”, disse. Para Villas Bôas, o Brasil está na “iminência de algo muito grave acontecer, que é a perda da nossa identidade”.