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15 de setembro de 2017, 08h50

Genro de Abilio Diniz vai disputar prévias do governo de São Paulo para enfrentar Doria

Luiz Felipe d'Avila desdenha da pecha de "candidato dos ricos". "Você vai ter o candidato da elite mais antielitista, que sou eu", rebate

Luiz Felipe d’Avila desdenha da pecha de “candidato dos ricos”. “Você vai ter o candidato da elite mais antielitista, que sou eu”, rebate

Da Redação*

Em entrevista à repórter Thais Bilenky, na Folha desta sexta-feira (15), o cientista político Luiz Felipe d’Avila, 54, anuncia que, depois de dez anos fora, volta ao PSDB para disputar as prévias para o governo do Estado.

D’Ávila, que é genro do empresário Abilio Diniz, desdenha da pecha de “candidato dos ricos”. “Você vai ter o candidato da elite mais antielitista, que sou eu”, rebate.

D’Avila critica a atitude de Doria de não defender prévias para a escolha do presidenciável tucano e afirma que seu discurso de polarização com o PT não seria suficiente para a eleição presidencial.

O cientista político, que lançou sua pré-candidatura no último dia 4, falou com a Folha na semana passada, por telefone, de Portugal, onde descansava antes da maratona eleitoral.

Luiz Felipe d’Avila diz que entra pra fazer a diferença contra a corrupção, além de combater o populismo, o corporativismo e o patrimonialismo.

Considera o PSDB um dos poucos partidos que está discutindo projetos e debatendo posturas e não teria problemas em enfrentar Doria nas prévias: “Quem tem que escolher é a militância do partido. Apresentei a minha pré-candidatura para disputar, não para negociar lá na frente. Não importa se Doria vai ou não vai disputar, eu vou”, disse.

Disse ainda discordar de Doria sobre a necessidade de ouvir pesquisas para ser candidato. “Quem escolhe candidato é a força de militantes, não é pesquisa eleitoral. Pesquisa mostra uma fotografia do momento, e não o candidato que a militância deseja apoiar por representar seus valores”, refletiu.

Sobre o melhor candidato à presidência em 2018, d’Avila disse ser Alckmin: “Para 2018, em que narrativa vamos apostar? Na da polarização, entre petistas e antipetistas, justamente o discurso que João Doria vem fazendo? Ou achamos que os efeitos da recuperação econômica vão mudar o humor das pessoas e elas estarão cansadas de turbulência e crise e vão querer a volta à normalidade, à estabilidade e à confiança? Se for esta a narrativa, evidentemente o melhor candidato é Alckmin”.

Sobre a sua candidatura ser uma forma de Alckmin enfrentar Doria, disse que “em nenhum momento minha candidatura foi vista para fazer frente a um ou outro. Todos me incentivaram, me deram conselhos, inclusive João e Geraldo. Isso é fofoca para se criar um fato”.

*Com informações da Folha de São Paulo

Foto: YouTube