05 de novembro de 2018, 12h34

Gilberto Gil sobre os que pedem a volta da ditadura: “Falta de informação”

“Eu vivi diretamente e fui afetado pelo regime de exceção ou o nome que se queira dar à ditadura, um período difícil, com recuo da vida republicana e democrática no Brasil”, disse

Gilberto Gil. Reprodução Youtube
O cantor e compositor Gilberto Gil, de 76 anos, ao responder, em entrevista à revista Veja, publicada nesta segunda-feira (5), sobre as pessoas que pedem hoje a volta da ditadura no Brasil, disse: “Eu diria que é um pouco de falta de conhecimento, falta de informação sobre o significado daquilo que aconteceu”. Gil disse ainda que considera a atitude dos que negam a ditadura e defendem a sua volta “um distanciamento que essas pessoas têm do significado do que foram aqueles tempos. Eu vivi diretamente e fui afetado pelo regime de exceção ou o nome que se queira dar à ditadura,...

O cantor e compositor Gilberto Gil, de 76 anos, ao responder, em entrevista à revista Veja, publicada nesta segunda-feira (5), sobre as pessoas que pedem hoje a volta da ditadura no Brasil, disse: “Eu diria que é um pouco de falta de conhecimento, falta de informação sobre o significado daquilo que aconteceu”.

Gil disse ainda que considera a atitude dos que negam a ditadura e defendem a sua volta “um distanciamento que essas pessoas têm do significado do que foram aqueles tempos. Eu vivi diretamente e fui afetado pelo regime de exceção ou o nome que se queira dar à ditadura, um período difícil, com recuo da vida republicana e democrática no Brasil”, disse.

O compositor alertou ainda para a desinformação: “As pessoas que hoje em dia se comprazem com essa expectativa de uma volta daquele sistema o fazem sem muito interesse por saber o que significa um regime de exceção, o que significa a derrubada dos princípios democráticos, da liberdade, da manutenção do desenvolvimento das individualidades em função da vida moderna. Eu diria que é um pouco de falta de conhecimento, falta de informação sobre o significado daquilo que aconteceu. Acho que é isso que leva as pessoas a se comprazerem com essa facilidade de achar que uma ditadura ou novo regime de exceção pode ser benéfico para o país”, concluiu.