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29 de junho de 2018, 20h05

Gilmar Mendes arquiva inquérito que investigava suposto envolvimento de Aécio em Furnas

PGR tinha solicitado que o caso fosse encaminhado à primeira instância judicial, mas o ministro do STF decidiu pelo arquivamento; tucano era investigado por suspeita de recebimento de propina

Foto: Omar Freire/Imprensa MG/Divulgação

Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou arquivar o inquérito que investigava o envolvimento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) em supostas irregularidades em Furnas, subsidiária da Eletrobras em Minas Gerais. De acordo com informações de Mariana Oliveira, do G1, a Procuradoria Geral da República havia pedido o envio do caso para a primeira instância, porém, o ministro decidiu pelo arquivamento do caso.

A investigação em relação ao tucano era um desdobramento da Operação Lava Jato. Aécio foi considerado suspeito de ter recebido propinas, por meio do ex-diretor de Furnas, Dimas Toledo, a partir de dinheiro desviado em contratos com empresas terceirizadas.

O senador cassado Delcídio do Amaral (sem partido-MS), em delação premiada, relatou ao Ministério Público que Aécio foi beneficiário de um “grande esquema de corrupção” na estatal Furnas. Esse esquema era operacionalizado por Dimas Toledo, ex-diretor de Engenharia da empresa que teria “vínculo muito forte” com Aécio.

Na decisão, o ministro Gilmar Mendes informou que a Polícia Federal pediu arquivamento do caso “em vista da falta de prova da existência dos delitos”. Segundo ele, a Procuradoria ficou por dois meses com o caso para análise, e devolveu “sem manifestação conclusiva”. Provocada a dizer o que deveria ser feito com o inquérito, diz o ministro, a PGR pediu prorrogação do inquérito.