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12 de setembro de 2018, 17h23

Gilmar Mendes critica “hiperativismo” do Judiciário: “É preciso colocar freios”

Ministro do STF citou as recentes acusações contra os presidenciáveis Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT), além da prisão do ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB)

Foto: Carlos Humberto/STF Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), fez duras críticas em relação ao que chamou de “hiperativismo” do Ministério Público (MP) e do Judiciário durante o período eleitoral. Para justificar, citou as recentes acusações contra os candidatos à presidência Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT), além da prisão de Beto Richa (PSDB), ex-governador do Paraná e candidato ao Senado. “É notório um abuso do poder de litigar. É preciso realmente colocar freios”, afirmou, nesta quarta-feira (12), antes do início da sessão no plenário do Supremo. Segundo Gilmar, o Brasil corre o risco de reviver uma...

Foto: Carlos Humberto/STF

Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), fez duras críticas em relação ao que chamou de “hiperativismo” do Ministério Público (MP) e do Judiciário durante o período eleitoral. Para justificar, citou as recentes acusações contra os candidatos à presidência Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando Haddad (PT), além da prisão de Beto Richa (PSDB), ex-governador do Paraná e candidato ao Senado.

“É notório um abuso do poder de litigar. É preciso realmente colocar freios”, afirmou, nesta quarta-feira (12), antes do início da sessão no plenário do Supremo.

Segundo Gilmar, o Brasil corre o risco de reviver uma espécie de Plano Cohen, documento forjado que serviu para justificar a ditadura do Estado Novo às vésperas da eleição. “Sabemos lá que tipo de consórcio há entre algum grupo, por exemplo, de investigação do Gaeco e um dado candidato? Temos que tomar cuidado, porque, do contrário se pode fazer um plano Cohen, alguma coisa inventada que vai resultar num escândalo que afeta o resultado eleitoral. É bom isso para o país? É bom que uma instituição que tem que zelar pela democracia atue dessa forma?”, questionou o ministro, em clara referência ao MP.

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