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29 de março de 2019, 22h38

Gilmar Mendes nega pedido para proibir manifestações do golpe de 64

A decisão do ministro, entretanto, não interfere na decisão da juíza Ivani Silva da Luz, da 6ª Vara Federal em Brasília, que atendeu ao pedido da Defensoria Pública da União (DPU) e ordenou às Forças Armadas que não comemorem dos 55 anos do golpe militar.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Por Brasil 247 O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta sexta-feira (29) pedido para proibir comemorações sobre o golpe militar de 31 de março de 1964. O pedido foi feito por parentes de vítimas da ditadura e pelo Instituto Vladimir Herzog. A decisão do ministro, entretanto, não interfere na decisão da juíza Ivani Silva da Luz, da 6ª Vara Federal em Brasília, que atendeu ao pedido da Defensoria Pública da União (DPU) e ordenou às Forças Armadas que não comemorem dos 55 anos do golpe militar. Como Gilmar Mendes não entrou no mérito da questão, a decisão de Ivani Silva...

Por Brasil 247

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta sexta-feira (29) pedido para proibir comemorações sobre o golpe militar de 31 de março de 1964. O pedido foi feito por parentes de vítimas da ditadura e pelo Instituto Vladimir Herzog.

A decisão do ministro, entretanto, não interfere na decisão da juíza Ivani Silva da Luz, da 6ª Vara Federal em Brasília, que atendeu ao pedido da Defensoria Pública da União (DPU) e ordenou às Forças Armadas que não comemorem dos 55 anos do golpe militar. Como Gilmar Mendes não entrou no mérito da questão, a decisão de Ivani Silva da Luz segue válida.

Na decisão de 20 páginas, o ministro afirmou que ilegalidades foram praticadas dos dois lados, militares e militantes, mas reconheceu mais atos ilícitos pelos agentes da ditadura.

“Sequestros, torturas e homicídios foram praticados de parte a parte, muito embora se possa reconhecer que, quantitativamente, mais atos ilícitos foram realizados pelo Estado e seus diversos agentes do que pelos militantes opositores do Estado. A perspectiva ideológica não justifica o cometimento de atrocidades como sequestros, torturas e homicídios cruéis. Ademais, ainda que fosse possível justificá-las – e não é possível! –, é certo que muitos dos que recorreram a estes delitos não buscavam a normalidade democrática, mas a defesa de sistemas políticos autoritários, seja para manter o regime de exceção, seja para instalar novas formas de administração de cunho totalitário, com bases stalinistas, castristas ou maoístas”, escreveu o ministro.

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