27 de junho de 2018, 14h46

Gilmar Mendes, um dia depois da libertação de Zé Dirceu: “Supremo voltando a ser Supremo”

Ministro do STF considerou a ação uma “vitória importante do Estado de Direito”

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse, nesta quarta-feira (27), um dia após a soltura do ex-ministro José Dirceu e do ex-tesoureiro do PP João Cláudio Genu, que o tribunal está voltando à normalidade.

Os habeas corpus de ontem foram concedidos com os votos de Gilmar, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Somente o ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato, discordou do grupo.

“Não tem nenhuma novidade em relação a isso”, disse em relação aos habeas corpus concedidos.

Outros exemplos que Gilmar citou da volta à normalidade do STF foram a proibição de conduções coercitivas de investigados para prestar depoimento e a anulação da busca e apreensão realizada no apartamento funcional ocupado pela senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

“Acho que tivemos boas decisões no plenário, acho que a gente está voltando para um plano de maior institucionalidade. A decisão recente sobre a questão das conduções coercitivas acho que coloca bem claro qual é o padrão de Estado de Direito que deve persistir no país. Acho que foi uma vitória importante do Estado de Direito. Tivemos uma discussão muito relevante no que diz respeito ao caso Gleisi-Paulo Bernardo. Acho que também o tribunal afirmou o que é o significado das delações. Acho que nós estamos caminhando bem, o Supremo voltando a ser Supremo”, declarou.

Com informações do Globo