Blog do George Marques

direto do Congresso Nacional

24 de abril de 2019, 06h04

Gleisi diz que redução da pena de Lula mostra que condenação de Moro foi abusiva

Ministros reduziram penas para condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro de 12 anos e 1 mês para 8 anos e 10 meses de prisão. Multa por reparação de danos também diminuiu

A presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann (PT-PR), afirmou à Revista Fórum nesta terça-feira (23) que a redução de pena do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), confirma que houve uma sentença abusiva por parte do ex-juiz Sérgio Moro e pelo Tribunal Regional Federal (4ª região).

Por unanimidade, a Quinta Turma do STF determinou a redução da pena de Lula pelo caso do “triplex do Guarujá” para 8 anos, 10 meses e 20 dias de prisão.

“Não dá pra dizer que é uma decepção porque a gente não esperava grandes coisas pela forma que o judiciário tem se comportado”, disse Gleisi. Ela lamentou o que chama de “mais uma etapa de injustiça em relação ao ex-presidente.

Lula foi condenado, em janeiro do ano passado, a 12 anos e 1 mês de prisão pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), após o primeiro julgamento do então juiz Sérgio Moro, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele é apontado como “dono oculto” de um imóvel no Guarujá (SP) que representaria uma propina paga pela empreiteira OAS em troca de benefícios em contratos com a Petrobras.

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“Ele não está sendo julgado por crimes que estão imputando a ele, mas pela figura e pelo líder político que ele é”, disse Gleisi. “Embora a redução de pena tenha evidenciado o quanto foram abusivas as sentenças tanto de Moro quanto do TRF4”, complementou.

Defesa vai recorrer

Cristiano Zanin, advogado de defesa de Lula, disse que vai recorrer da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que reduziu a pena para 8 anos e 10 meses pelos supostos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso triplex.

“Não é possível identificar qualquer ato de ofício que o ex-presidente tenha praticado em torno de uma vantagem indevida”, ressaltou Zanin, se referindo à principal fundamentação da acusação contra o ex-presidente.

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