14 de setembro de 2018, 12h52

Golpe amplia desigualdade e Brasil cai 17 posições no IDH

Na América do Sul, o Brasil é o 5º país com maior IDH. Chile, Argentina, Uruguai e até a Venezuela aparecem na frente

Desigualdade Social. Foto: CC/ONU

O Brasil ficou estagnado no estudo Indicadores e Índices de Desenvolvimento Humano: Atualização Estatística 2018, lançado mundialmente nesta sexta-feira (14/9) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Na América do Sul, o Brasil é o 5º país com maior IDH. Chile, Argentina, Uruguai e Venezuela aparecem na frente. Em relação a 2016, o Brasil apresentou melhora de 0,001 no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)*, no valor de 0,759, e no ranking mantém a posição 79 entre 189 países.

O documento – que divulgou o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para 189 países – levanta a necessidade de se pensar na qualidade e sustentabilidade do desenvolvimento humano.

No IDH ajustado à desigualdade – um método que relativiza o desenvolvimento humano em função da diferença entre os mais e menos abastados de um país – o Brasil é o 3º país da América do Sul que mais perde no IDH devido ao ajuste realizado pela desigualdade, ficando atrás do Paraguai (25,5%) e da Bolívia (25,8%). Em relação ao Coeficiente de Gini (2010-2017) – instrumento que mede o grau de concentração de renda em determinado grupo e aponta a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos – o Brasil possui o 9º pior valor do mundo (51,3).

Desigualdade de gêneros

No Índice de Desigualdade de Gênero, que avalia desigualdades em três dimensões sensíveis à questão de gênero: saúde reprodutiva, empoderamento e mercado de trabalho, o Brasil ocupa a 94ª posição, com valor de 0,407.

O documento detalha também a realidade das mulheres brasileiras, desagregando o IDH por gênero e avaliando saúde reprodutiva, empoderamento e atividade econômica feminina.

No Brasil, o IDH dos homens fica em 0,761 e o das mulheres em 0,755. Apesar de as mulheres terem melhor desempenho na dimensão educação e longevidade que os homens, a renda das mulheres (em RNB per capita) é 42,7% menor que a dos homens: 17,566 para os homens contra 10,073 para as mulheres.

Vale ressaltar que o país com menor IDH do mundo tem mais mulheres com assento no Parlamento do que o Brasil. O Brasil apresenta 11,3%, enquanto o Níger tem 17%.

*O Índice de Desenvolvimento Humano é um indicador que vai de zero a um. Quanto mais próximo de um, maior o desenvolvimento humano. O índice mede o progresso de uma nação a partir de três dimensões: renda, saúde e educação.

As informações são do PNUD Brasil