21 de novembro de 2018, 12h06

Governador eleito de Minas quer tornar mais fácil demissão de servidor público: “Eu vejo que é necessário”

Zema ainda comparou a questão do direito adquirido com a escravidão. "Se o direito adquirido fosse algo tão monolítico assim, os sucessores de proprietários de escravos teriam [escravos] até hoje".

O empresário Romeu Zema (Novo), governador eleito de Minas Gerais, disse em entrevista nesta quarta-feira (21) ao jornal Valor Econômico, que pretende rever a estabilidade de servidores públicos do estado, como uma das formas de minimizar o déficit nas contas. “Eu vejo que é necessário (tornar mais fácil a demissão de servidores públicos)”.

“Vamos deixar claro: a maioria dos servidores é boa, mas muitos deixam a desejar e ficam sendo um ônus para a sociedade eternamente. Então, eu sou favorável a rever, que haja algum critério que torne [mais flexível] essa questão [da estabilidade], que parece ser tão arraigada”, afirmou.

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Zema ainda comparou a questão do direito adquirido – que não permitiria a demissão dos servidores em atividade – com a escravidão. “O Brasil é um dos raros lugares em que existe isso. Se a situação mudou, você tem de rever. Se o direito adquirido fosse algo tão monolítico assim, os sucessores de proprietários de escravos teriam [escravos] até hoje. Eu vejo que é necessário rever direito adquirido dentro da realidade da sociedade”.

Dono de uma rede lojas varejistas, o futuro governador de Minas também criticou os valores dos salários dos servidores que, segundo ele, são até 60% maiores dos que são pagos pela iniciativa privada. “O que nós sabemos é que o setor público, de modo geral, paga 60% a mais do que o setor privado. Então tem uma distorção. Eu sei que tem carreiras em que é difícil a comparação: o salário de um juiz, por exemplo. Não tem juiz no setor privado, mas os salários poderiam ser comparados com outros Estados ou com cargos que demandam conhecimento semelhante”.

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