06 de julho de 2018, 14h05

Governo Belga propõe leis contra imigrantes que, se estivessem em vigor, a seleção não seria o que é

A postura do governo belga valeu um comentário do ex-ministro Carlos Minc. Veja aqui

O Primeiro-Ministro da Bélgica, Charles Michel. Foto: Wikipedia

O governo Belga, nosso adversário desta sexta-feira (6), na Copa do Mundo da Rússia, liderado pelo Primeiro-Ministro, Charles Michel, de uma coligação de centro-direita, não gosta nem um pouco de imigrantes em seu território.

Mas a sua seleção é historicamente formada por filhos de imigrantes de diversas nacionalidades, a ponto dos jogadores se comunicarem, tanto entre si quanto com a imprensa, em inglês.

A linha dura dentro do país, no entanto, é tal que o secretário de Estado para políticas de asilo e imigração da Bélgica, Theo Francken, propôs uma lei que permitiria que a polícia invada, sob ordem judicial, a casa de cidadãos suspeitos de abrigar imigrantes cujos pedidos de asilo tenham sido negados pelo governo.

A proposta, de acordo com o jornal O Globo, é uma tentativa de frear os recentes esforços populares de ajudar a permanência desses imigrantes no país. Segundo informações do jornal americano “The Washington Post”, voluntários se reúnem todos os dias no Maximilian Park, na cidade de Bruxelas, para oferecer carona a centenas de imigrantes até a casa de outros voluntários. Estes decidiram abrir as portas de suas casas para refugiados que dormiriam nas ruas se não recebessem ajuda. Ainda segundo o jornal, toda noite mais de 500 imigrantes são ajudados por esses grupos.

Carlos Minc

A postura do governo belga valeu um comentário no tuíte do ex-ministro do Meio Ambiente e colunista da Fórum, Carlos Minc. Para ele, “a Bélgica faz de tudo para não receber imigrantes. Se tivesse sido sempre tão rígida, sua seleção com craques imigrantes não estaria tão bem. Mas ainda assim vai perder, porque nós somos todos imigrantes (ou índios) e bem + habilidosos! Acostumados com a luta pela sobrevivência”.