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18 de abril de 2019, 07h05

Governo Bolsonaro dará honraria a advogado de militares do Exército que mataram músico no Rio

Militar da reserva, Paulo Henrique Pinto de Mello receberá a Medalha da Vitória, alusão ao papel do Brasil na Segunda Guerra Mundial e em missões de paz

Militares do Exército dispararam 80 tiros contra carro. Músico e segurança, Evaldo (detalhe) morreu na hora. (Reprodução)
Reportagem de Leandro Prazeres, no portal Uol nesta quinta-feira (18), revela que o advogado que faz a defesa dos militares do Exército que fuzilaram com 80 tiros um carro de família no Rio de Janeiro, assassinando o músico Evaldo Rosa, receberá honraria do Ministério da Defesa. Leia também: Morre segunda vítima por fuzilamento de militares do Exército no Rio de Janeiro Segundo a reportagem, o advogado – e militar da reserva – Paulo Henrique Pinto de Mello consta na lista publicada no DOU (Diário Oficial da União) nesta terça-feira (16) de cerca de 300 pessoas que receberão a Medalha da Vitória,...

Reportagem de Leandro Prazeres, no portal Uol nesta quinta-feira (18), revela que o advogado que faz a defesa dos militares do Exército que fuzilaram com 80 tiros um carro de família no Rio de Janeiro, assassinando o músico Evaldo Rosa, receberá honraria do Ministério da Defesa.

Leia também: Morre segunda vítima por fuzilamento de militares do Exército no Rio de Janeiro

Segundo a reportagem, o advogado – e militar da reserva – Paulo Henrique Pinto de Mello consta na lista publicada no DOU (Diário Oficial da União) nesta terça-feira (16) de cerca de 300 pessoas que receberão a Medalha da Vitória, em alusão ao papel do Brasil na Segunda Guerra Mundial e em missões de paz.

A honraria é normalmente concedida a ex-combatentes da Segunda Guerra Mundial ou de missões de paz, além de civis que tenham prestado serviços relevantes na avaliação do Ministério da Defesa.

A portaria com os nomes dos condecorados foi assinada pelo ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, no dia 12 de abril. Dois dias antes, diante de deputados federais na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara dos Deputados, o ministro classificou a morte de Evaldo como um “lamentável incidente” e disse que o Exército iria “apurar e cortar na própria carne”.

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Leia a reportagem na íntegra

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