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09 de janeiro de 2019, 13h59

Governo Bolsonaro muda edital e permitirá materiais escolares sem referência bibliográfica

Mudanças permitirão erros em livros didáticos, além de inclusão de publicidade de produtos e serviços. Material também não será obrigado a incluir a diversidade étnica brasileira, podendo ser ilustrado apenas com figuras de pessoas brancas, por exemplo.

Bolsonaro e Velez-Rodriguez (Foto: Agência Brasil)
Blog da jornalista Renata Cafardo, no jornal O Estado de S.Paulo, informa nesta sexta-feira (9) que o Ministério da Educação (MEC) do governo Jair Bolsonaro (PSL) alterou o edital para aquisição de livros didáticos que serão entregues em 2020. Leia também: Veléz-Rodriguez culpa ministro de Temer por alterar edital de livros, que rebate: “responsabilidade do novo governo” Entre as modificações promovidas pela equipe do ministro Ricardo Vélez-Rodriguez – que foi indicado por Olavo de Carvalho – está a retirada do ítem que dizia que a obra deveria “estar isenta de erros de revisão e /ou impressão”. A alteração, que extingue a...

Blog da jornalista Renata Cafardo, no jornal O Estado de S.Paulo, informa nesta sexta-feira (9) que o Ministério da Educação (MEC) do governo Jair Bolsonaro (PSL) alterou o edital para aquisição de livros didáticos que serão entregues em 2020.

Leia também: Veléz-Rodriguez culpa ministro de Temer por alterar edital de livros, que rebate: “responsabilidade do novo governo”

Entre as modificações promovidas pela equipe do ministro Ricardo Vélez-Rodriguez – que foi indicado por Olavo de Carvalho – está a retirada do ítem que dizia que a obra deveria “estar isenta de erros de revisão e /ou impressão”. A alteração, que extingue a rejeição de materiais que tivessem erros em mais de 10% das páginas, abre espaço para conteúdos que não sejam baseados em pesquisas – as referências bibliográficas -, já que não há necessidade de citação da origem do conteúdo.

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O item que mencionava que as obras não podiam ter “publicidade, de marcas, produtos ou serviços comerciais” também foi excluído. Esse termo não permitia incluir ilustrações, mesmo que para análise de texto, por exemplo, de um anúncio publicitário verdadeiro.

Também foi retirada a exigência de que as ilustrações retratem “adequadamente a diversidade étnica da população brasileira, a pluralidade social e cultural do país”. Ou seja, as figuras presentes nos livros didáticos não precisariam mais, por exemplo, mostrar negros, brancos e índios. Um livro com apenas ilustrações com crianças brancas seria aprovado.

Leia a reportagem na íntegra.

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