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24 de julho de 2014, 14h32

Governo brasileiro considera “inaceitáveis” ataques à Faixa de Gaza e convoca embaixador

O ministro de relações exteriores do governo de Israel disse que o Brasil é "irrelevante" e que mais atrapalha do que ajuda

O ministro das Relações Exteriores do governo de Israel disse que o Brasil é “irrelevante” e que mais atrapalha do que ajuda

Por Redação

O Brasil e mais 28 países votaram, na ONU, pela condenação aos ataques de Israel contra a Palestina. Posteriormente, o Ministério das Relações Exteriores divulgou nota em que condena os ataques e os classifica como “inaceitáveis”. O Itamaraty também divulgou que o embaixador do Brasil em Israel, Henrique Sardinha, foi convocado para consultas.

“O governo brasileiro considera inaceitável a escalada da violência entre Israel e Palestina. Condenamos energicamente o uso desproporcional da força por Israel na Faixa de Gaza, do qual resultou elevado número de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças. O governo brasileiro reitera seu chamado a um imediato cessar-fogo entre as partes”, diz a nota.

Governo de Israel repudia posição do governo brasileiro

O Ministério das Relações Exteriores israelense respondeu ao governo brasileiro, o qual classificou como “anão diplomático”. “Essa é uma demonstração lamentável de por que o Brasil, um gigante econômico e cultural, continua sendo um anão diplomático. O relativismo moral por trás dessa atitude faz do Brasil um parceiro diplomático irrelevante, que cria problema ao invés de contribuir para solucioná-los”, declarou o ministro Yigal Palmor.

Foto: Ivan Valente