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04 de outubro de 2017, 14h17

Governo demite diplomata de Nova Iorque por ‘crime de opinião’ contra Temer

No último dia 27 de setembro, Julio de Oliveira Silva estreou como colunista da CartaCapital, com o texto Temer e o projeto de subdesenvolvimento. No dia seguinte, o ministro Aloysio Nunes assinou a portaria que o afastou de suas funções. Da Redação Nesta terça-feira (3), o diplomata Julio de Oliveira Silva foi removido do cargo […]

No último dia 27 de setembro, Julio de Oliveira Silva estreou como colunista da CartaCapital, com o texto Temer e o projeto de subdesenvolvimento. No dia seguinte, o ministro Aloysio Nunes assinou a portaria que o afastou de suas funções.

Da Redação

Nesta terça-feira (3), o diplomata Julio de Oliveira Silva foi removido do cargo de segundo-secretário do consulado do Brasil em Nova Iorque. A medida foi tomada pelo ministro das Relações Exteriores Aloysio Nunes (PSDB-SP).

Segundo a coluna de Mônica Bergamo, Julio não recebeu sequer aviso prévio ou qualquer explicação para a transferência. Soube dela apenas pela publicação no Diário Oficial.

No último dia 27 de setembro, o diplomata estreou como colunista da CartaCapital, com o texto Temer e o projeto de subdesenvolvimento. No dia seguinte, o ministro Aloysio Nunes assinou a portaria que afastou Julio de Oliveira Silva de suas funções.

Entre outros assuntos, no texto, o diplomata que também é economista, afirma que “o compromisso das forças políticas atuais com o atraso, não apenas na economia, denota a intenção explícita em reverter o pacto social civilizatório duramente obtido em 1988”.

“Soja e minério de ferro se vendem sozinhos. Construir jatos comerciais (Embraer), vender serviços de TI (BRASSCOM), internacionalizar nossas montadoras (Marcopolo, Anfavea) e nossa indústria de máquinas e equipamentos (WEG), para citar apenas algumas das empresas participantes, requer esforço. Os governos do PT reconheciam a importância deste esforço”, refletiu.

Em novo texto publicado na última terça, ele falou sobre a atual equipe econômica do governo Temer. “As equipes econômicas brasileiras sempre se deslumbraram com Wall Street e os milionários de Nova York, mas desde o golpe o compadrio se aprofundou”, apontou.

*com informações de Mônica Bergamo, na Folha, e CartaCapital
Fotos: Reprodução/Facebook e Beto Barata/PR