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23 de abril de 2019, 08h01

Governo recua e compra “briga” com agronegócio para evitar greve dos caminhoneiros

Governo assumiu compromisso com "tabela de fretes", que atrela o preço do transporte ao do diesel. Criada por Temer durante a greve dos caminhoneiros, medida foi alvo de críticas dos ruralistas

Tarcísio Gomes de Freitas com integrantes da CNTA (Reprodução)
Após reunião do ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, com integrantes da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) nesta segunda-feira (22), o governo Jair Bolsonaro (PSL) decidiu comprar briga com o agronegócio para evitar greve dos caminhoneiros. Em nota, o ministério anunciou compromisso com os caminhoneiros de repassar o custo do diesel para a tabela de fretes. “Após ouvir as reivindicações, foram firmados os seguintes compromissos: estudar a eliminação de multas desnecessárias aos caminhoneiros; transferência do custo do diesel para a tabela do frete; a fiscalização efetiva da referência de custo do piso mínimo do frete; a celebração de...

Após reunião do ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, com integrantes da Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) nesta segunda-feira (22), o governo Jair Bolsonaro (PSL) decidiu comprar briga com o agronegócio para evitar greve dos caminhoneiros.

Em nota, o ministério anunciou compromisso com os caminhoneiros de repassar o custo do diesel para a tabela de fretes.

“Após ouvir as reivindicações, foram firmados os seguintes compromissos: estudar a eliminação de multas desnecessárias aos caminhoneiros; transferência do custo do diesel para a tabela do frete; a fiscalização efetiva da referência de custo do piso mínimo do frete; a celebração de um termo de compromisso com as entidades representantes da categoria para tornar mais efetiva a fiscalização”, informou a pasta.

A tabela de fretes foi criada no ano passado pelo governo Michel Temer, após a greve dos caminhoneiros que bloqueou estradas e comprometeu o abastecimento de combustível, de medicamentos e de alimentos em todo o Brasil. A criação era uma das reivindicações da categoria.

O mecanismo, no entanto, foi alvo de críticas até mesmo dentro do governo. Na ocasião, o então ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que a tabela prejudica o agronegócio. A tabela também foi alvo de contestações da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) na Justiça.

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