10 de janeiro de 2019, 13h15

Governo russo adverte EUA sobre possível intervenção militar na Venezuela

Na coluna de hoje, Ana Prestes revela declaração do vice-ministro de relações exteriores da Rússia: “Advertimos aos exaltados em Washington contra esse tipo de tentações”

– Trump segue em sua ideia fixa sobre o muro como México. Ontem (9), abandonou uma reunião com a deputada líder dos democratas na câmara de representantes, Nancy Pelosi, e o líder da minoria no senado, Chuck Schumer. Eles foram até a Casa Branca, chegaram a se sentar, mas Trump deixou os dois falando sozinhos.

– Assim que deixou a reunião com os democratas, Trump tuitou: “Acabo de deixar uma reunião com Chuck e Nancy, uma total perda de tempo. Perguntei o que aconteceria em 30 dias se eu rapidamente destravasse as coisas, vocês irão aprovar o projeto de Segurança nas Fronteiras, que inclui um muro ou uma barreira de ferro? Nancy disse NÃO. Eu disse até logo, nada mais funciona!”.

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– O governo russo advertiu os EUA contra uma possível intervenção militar na Venezuela. O vice-ministro de relações exteriores, Serguéi Riabkov, em conferência de imprensa na Índia, se pronunciou: “Advertimos aos exaltados em Washington contra esse tipo de tentações”. “Mesmo os governos latino-americanos mais críticos a Caracas excluem a possibilidade de uma intervenção militar nos assuntos da Venezuela”, teria dito o vice-ministro.

– O chanceler venezuelano, Jorge Arreaza, entregou à encarregada de negócios do Peru na Venezuela, Rosas Álvarez, no dia de ontem (9), uma nota de protesto contra a declaração do Grupo de Lima do último dia 4 de janeiro. Na nota, o governo venezuelano dá 48 horas para que os países signatários da declaração de Lima retifiquem sua posição contra a Venezuela e o não reconhecimento da posse de Maduro, sob pena de receberem medidas diplomáticas urgentes.

– Um dos pontos tocados pelo Grupo de Lima e que é bastante sensível para a Venezuela é quanto ao território de Esequibo, reivindicado pela Guiana, mas reconhecido pela ONU como pertencente à Venezuela.

– O presidente Lenin Moreno, do Equador, expulsou os diplomatas venezuelanos de seu país, alegando ter recebido “injúrias” por parte dos representantes do Governo de Maduro. A “injúria” a qual ele se refere trata-se de uma fala do Ministro de Comunicações da Venezuela, Jorge Rodriguez, que disse que Lenin Moreno mentiu na Assembleia Geral da ONU, em setembro, ao dizer que entravam 6 mil venezuelanos todos os dias no Equador.

– No Brasil, uma matéria do telejornal noturno do SBT de ontem (9), indicou que “fontes do governo Bolsonaro”, sem dizer quais, teriam sinalizado para a possibilidade de o Brasil sediar um suposto “governo de transição” da Venezuela em território brasileiro. A informação é bastante grave para ser veiculada de modo tão inconsistente.

– A Bolívia vai liderar novamente este ano o crescimento econômico na América do Sul, com um crescimento econômico de 4,3% do seu PIB. A Bolívia fechou 2018 com um crescimento de 4,7%. Já são 12 anos de estabilidade com o maior crescimento da região.

– A Índia entrou no segundo dia de greve geral, convocada por sindicatos, contra a política econômica do governo.

– O Congo, maior país da África Subsaariana, concluiu seu processo de eleição presidencial. Venceu Félix Tshisekedi, candidato da oposição, como 7.051.013 votos, segundo a Comissão Eleitoral Nacional. O resultado está sendo questionado pelo segundo colocado, também candidato de oposição, Martin Fayulu. A eleição tinha sido adiada três vezes.

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