29 de junho de 2018, 11h01

Governo Temer: 65,4 milhões de pessoas fora da força de trabalho, diz IBGE

O trabalho com carteira atingiu em maio o menor nível para o mês desde o início da série histórica, em 2012

De acordo com relatório do IBGE divulgado nesta sexta-feira (29), o índice de desemprego se manteve em alta e bateu 12,7% no trimestre encerrado em maio. O índice é muito próximo ao do trimestre encerrado em maio, que ficou com taxa da desocupação de 12,6%.

O índice poderia ter sido ainda maior, não fosse a medição das taxas informais. O trabalho com carteira assinada, no entanto, continua a cair, à medida em que aumenta a contratação em vagas informais.

O trimestre encerrou em maio com 13,2 milhões de desocupados no Brasil. O indicador, que registra o contingente de desempregados que estão de fato em busca de oportunidades, teve alta de 0,9 ponto percentual frente ao trimestre imediatamente anterior. Na passagem dos trimestres, 115 mil pessoas entraram na fila do emprego.

Foi o menor nível para o mês de maio desde o início da série histórica, em 2012, do trabalho com carteira. O resultado representou queda de 1,1% em relação ao observado no trimestre encerrado em fevereiro. No período, 351 mil vagas formais foram fechadas. Já no intervalo de um ano, a queda de 1,5% ou 483 mil vagas.

População fora da força de trabalho

O IBGE registrou ainda que houve aumento da população fora da força de trabalho, que atingiu 65,4 milhões de pessoas em maio, no maior nível da série histórica iniciada 2012. Pessoas fora da força de trabalho são aquelas em idade para trabalhar que por algum motivo não estão empregadas e nem procurando emprego.

A população nessa condição cresceu 0,7% em maio frente a fevereiro, em uma alta de 475 mil pessoas. Já no intervalo de um ano, a população fora da força de trabalho aumentou 1,6% ou 1 milhão de novas pessoas.

Com informações da Folha