ASSISTA
31 de outubro de 2017, 08h28

Grande marcha da Ocupação Povo Sem Medo já deixou São Bernardo

Os trabalhadores farão uma caminhada de 23 quilômetros, com percurso estimado em oito horas, com o objetivo de cobrar de Geraldo Alckmin (PSDB) a desapropriação do terreno onde se encontram quase 7 mil famílias.

Os trabalhadores farão uma caminhada de 23 quilômetros, com percurso estimado em oito horas, com o objetivo de cobrar de Geraldo Alckmin (PSDB) a desapropriação do terreno onde se encontram quase 7 mil famílias.

Da Redação*

A grande marcha da Ocupação Povo Sem Medo, organizada pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), já saiu de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, por volta de 6 horas, e começa a tomar as ruas. Os trabalhadores farão uma caminhada de 23 quilômetros, com percurso estimado em oito horas, com o objetivo de cobrar de Geraldo Alckmin (PSDB) a desapropriação do terreno onde se encontram quase 7 mil famílias, além de compromissos de moradia do governo tucano do estado.

“Estamos tentando fazer negociação, já fomos para a rua várias vezes, na prefeitura, na sede da construtora. Deixamos claro que nosso lado é o pacífico. Nosso lado é o lado de quem quer solução. Isso aqui tem tudo para dar certo. Com o tamanho desse terreno, o tanto de gente que tem aqui, os apoios que estamos recebendo”, afirmou Guilherme Boulos, coordenador nacional do MTST. “É o momento de irmos, com todas as nossas forças, para o vai ou racha. Por isso, a terça-feira (31) é um dia decisivo para a nossa luta. Nós vamos fazer uma marcha que talvez o estado de São Paulo ainda não tenha visto. A marcha vai ser longa, vai exigir sacrifício”, disse, antes do início da caminhada.

A marcha deveria ser o segundo ato de uma manifestação pacífica do Povo Sem Medo. O primeiro seria o show de Caetano Veloso para os trabalhadores da ocupação, previsto para a noite de ontem. No entanto, a apresentação não aconteceu, por conta de decisão da juíza Ida Inês Del Cid, da 2ª Vara da Fazenda Pública de São Bernardo do Campo, que resolveu suspender o evento, o que aborreceu o artista.

Dizendo não conhecer as questões legais, Caetano afirmou se sentir mal com a proibição. “Dá a impressão de que não é um ambiente propriamente democrático”, declarou o compositor ao sair da ocupação. “É a primeira vez que sou impedido de cantar no período democrático”, disse ainda.

*Com informações do Mídia Ninja

Foto: Carlos Cargerani/Mídia Ninja