14 de março de 2018, 10h44

Greve dos professores municipais de São Paulo atinge 93% das escolas

Categoria protesta contra a reforma da Previdência dos servidores municipais; das 1.500 escolas da administração direta, 46% aderiram à paralisação totalmente e 47% funcionam parcialmente

Os professores lutam contra a reforma da Previdência da prefeitura municipal de São Paulo – Foto: Apeoesp/Divulgação

Em protesto contra a reforma da Previdência de servidores de São Paulo, os professores da rede municipal paulista deflagraram uma greve, que já alcança 93% das 1.550 escolas da administração direta, ou seja, que são administradas pela própria prefeitura, com o auxílio de funcionários públicos. Das unidades de ensino, 46% aderiram à paralisação totalmente, 47% funcionam parcialmente e apenas 7% funcionam normalmente, segundo balanço fornecido pela própria Secretaria Municipal de Educação.

De acordo com o G1, as unidades da administração direta incluem creches, EMEIs (Escolas Municipais de Ensino Infantil) e EMEFs (Escolas Municipais de Educação Fundamental). Outras 1.500 unidades são indiretas e administradas por meio de convênios com a iniciativa privada.

A Secretaria Municipal da Educação não possui a estimativa de alunos afetados com a greve, mas informa que as aulas perdidas serão repostas e orienta os pais a ligarem para as escolas antes de enviarem seus filhos para confirmar se haverá aula. A greve teve início na última quinta-feira (8). Na mesma data, os professores realizaram um protesto em frente à sede da prefeitura de São Paulo, no Viaduto do Chá, no Centro.

Em debate

A reforma da Previdência municipal será uma das principais discussões do semestre na Câmara Municipal de São Paulo. Segundo o Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal (SINPEEM), cerca de 220 mil servidores serão afetados, caso a reforma seja aprovada. A principal reivindicação é contra o aumento da contribuição previdenciária, que hoje é de 11% e que passará a ser de até 19%.