Blog do Maringoni

02 de dezembro de 2017, 18h33

Greve nacional: o recuo de uma aventura

A união do esquerdismo com o peleguismo gerou uma biruta de aeroporto, que tem como mastro a subestimação das forças do lado de lá, misturada com demonstrações de impotência disfarçadas por radicalismo infantil.

A união do esquerdismo com o peleguismo gerou uma biruta de aeroporto, que tem como mastro a subestimação das forças do lado de lá, misturada com demonstrações de impotência disfarçadas por radicalismo infantil.

Por Gilberto Maringoni*

A greve de Itararé – a que não houve -, marcada para 5 de dezembro, entrará para a história do movimento sindical como uma das grandes cagadas de nossa história social contemporânea.

Um misto de vanguardismo, erro de avaliação e doses cavalares de oportunismo cria confusão na entrada e na saída. Ou seja, na convocação de fancaria e no recuo cheio de bravatas.

A união do esquerdismo com o peleguismo gerou uma biruta de aeroporto, que tem como mastro a subestimação das forças do lado de lá, misturada com demonstrações de impotência disfarçadas por radicalismo infantil.

O fato concreto é: o governo não conseguiu reunir momentaneamente os votos necessários.

Isso tem de ser capitalizado fortemente.

*Gilberto Maringoni é professor de Relações Internacionais na Universidade Federal do ABC. É também jornalista e cartunista.

Foto: Commons