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08 de Abril de 2014, 14h49

Grife brasileira lança coleção com piadas sobre gays para a Copa do Mundo

Para ativistas do movimento LGBT, a coleção incentiva a piadas homofóbicas e reforça a misoginia

Para ativistas do movimento LGBT, peças incentivam homofobia e reforçam a misoginia 

Por Redação

A grife brasileira Sergio K. está sendo acusada de homofobia por conta de uma linha de camisetas que tem a Copa do Mundo como mote. No entanto, duas peças da coleção se utilizam de difamação homossexual para serem “engraçadas”: uma diz “C. Ronaldo é gay” e a outra “Maradona Maricón” (Maradona Bicha).

Assim que tomaram conhecimento, ativistas LGBT foram às redes sociais para denunciar a coleção de Sergio K. e lançaram duas petições contra a coleção, uma pela Avaaz e outra pela AllOut. Ambas pedem que a grife pare de vender as peças, argumentando que o Brasil possui um alto número de crimes de ódio contra as LGBTs e que tal coleção incentiva a homofobia.

Sergio Luiz Kamalakian Savone, estilista responsável pela grife, se defendeu e disse que a ideia é utilizar do humor, não havendo intenção de incentivar a discriminação. Ele também declarou que a coleção tem “a veia irreverente da marca” e todas as camisetas foram feitas para “quem quer torcer pelo Brasil, mas não quer usar a camisa da seleção”, insistindo que a coleção não é homofóbica.