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08 de julho de 2016, 12h22

Grupo de extermínio comandado por policiais militares queria fazer “limpeza social”, diz PF

Vítimas eram normalmente usuários de drogas e pequenos infratores de Rondônia, onde grupo atuava; 13 pessoas foram presas, sendo 11 PMs.

Vítimas eram normalmente usuários de drogas e pequenos infratores de Rondônia, onde grupo atuava; 13 pessoas foram presas, sendo 11 PMs Por Redação Nesta quinta-feira (7), a Polícia Federal de Rondônia, em coletiva de imprensa, confirmou 13 prisões e 35 buscas e apreensões no estado, como parte da Operação Mors. A ação investiga um grupo de extermínio comandado por policiais militares no Vale do Jamari. A estimativa é de que tenha havido cerca de 100 assassinatos, desde 2009, ligados às práticas do grupo. Pelo menos 30 homicídios já foram atribuídos à associação criminosa. Das 13 pessoas presas, 11 são policiais militares. A PF aponta...

Vítimas eram normalmente usuários de drogas e pequenos infratores de Rondônia, onde grupo atuava; 13 pessoas foram presas, sendo 11 PMs

Por Redação

Nesta quinta-feira (7), a Polícia Federal de Rondônia, em coletiva de imprensa, confirmou 13 prisões e 35 buscas e apreensões no estado, como parte da Operação Mors. A ação investiga um grupo de extermínio comandado por policiais militares no Vale do Jamari.

A estimativa é de que tenha havido cerca de 100 assassinatos, desde 2009, ligados às práticas do grupo. Pelo menos 30 homicídios já foram atribuídos à associação criminosa.

Das 13 pessoas presas, 11 são policiais militares. A PF aponta que as motivações para as mortes tinham “cunho ideológico de limpeza social”. As vítimas eram, normalmente, usuários de drogas, pequenos infratores da região e pessoas que pudessem comprometer as atitudes do grupo.

De acordo com Eduardo Gomes, delegado responsável pelo caso, os policiais acusados perderam o controle das mortes e começaram a intimidar empresários, advogados, representantes do Ministério Público, funcionários da Justiça e até mesmo o presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

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A Polícia Federal suspeita da participação de políticos, mas as investigações não levantaram ainda indícios que possam ser utilizados como provas para justificar as prisões.

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