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02 de maio de 2017, 14h57

Grupo faz “vaquinha” pra dar novo cassetete ao PM que agrediu jovem em manifestação

Evento no Facebook já conta com 1.700 interessados e causou revolta por debochar do estado de saúde do manifestante Mateus Ferreira, que segue internado na UTI Por Redação Foi criado no Facebook um evento intitulado “Vaquinha para novo cassetete para o PM de Goiânia”. A campanha, que já conta com 1.700 interessados, é coordenada pelo usuário Felipe Diehl e tem por objetivo enaltecer o comandante Augusto Sampaio, que agrediu o estudante Mateus Ferreira da Silva, de 33 anos, durante manifestação pela greve geral na última sexta-feira (28). O jovem sofreu traumatismo cranioencefálico (TCE) e múltiplas fraturas após ser atingido na testa...

Evento no Facebook já conta com 1.700 interessados e causou revolta por debochar do estado de saúde do manifestante Mateus Ferreira, que segue internado na UTI

Por Redação

Foi criado no Facebook um evento intitulado “Vaquinha para novo cassetete para o PM de Goiânia”. A campanha, que já conta com 1.700 interessados, é coordenada pelo usuário Felipe Diehl e tem por objetivo enaltecer o comandante Augusto Sampaio, que agrediu o estudante Mateus Ferreira da Silva, de 33 anos, durante manifestação pela greve geral na última sexta-feira (28).

O jovem sofreu traumatismo cranioencefálico (TCE) e múltiplas fraturas após ser atingido na testa e segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), em estado grave. A pancada foi tão forte que o cassetete de Sampaio quebrou no momento da agressão.

A iniciativa de Diehl de defender a atitude do PM causou revolta na rede social. “Há certas situações que não devem ser tratadas de forma leviana e com humor”, criticou um internauta. “E desde quando ideologia vale mais que uma vida?”, questionou outra. No entanto, a maior parte dos comentários segue ironizando o estado de saúde do estudante e pedindo ações ainda mais violentas por parte da polícia militar.

Para denunciar essa e outras violações de direitos humanos para a ONG Safernet, clique aqui. As queixas serão encaminhadas aos órgãos competentes.

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