10 de outubro de 2018, 11h46

Haddad afirma que Bolsonaro defende a tortura e a cultura do estupro

Haddad lembrou ainda que a campanha de Bolsonaro ataca jornalistas com notícias falsas, “como aconteceu essa semana com a jornalista Miriam Leitão, que foi vítima de tortura"

Foto: Reprodução

O candidato à presidência Fernando Haddad (PT), em entrevista para a imprensa internacional, nesta quarta-feira (10), afirmou que “até hoje Bolsonaro defende torturadores publicamente, sabendo que nos porões da ditadura se cometiam estupros contra mulheres, reiteradamente”.

A frase surgiu após Haddad ser questionado por um dos jornalistas sobre se o partido comunista, de sua vice, Manuela D’ávila, pode ser democrático.

Ele lembrou que o PCdoB sempre esteve ao lado das forças democráticas no Brasil, nunca esteve do lado do obscurantismo. O petista afirmou que “essa pergunta você deveria dirigir a quem defendeu a ditadura no Brasil, a quem defendeu a tortura e a cultura do estupro. Deveria, portanto, dirigir essa pergunta ao meu adversário”, afirmou.

Haddad lembrou ainda que “até hoje ele (Bolsonaro) defende torturadores publicamente, sabendo que nos porões da ditadura se cometiam estupros contra mulheres, reiteradamente. E agridem as pessoas, jornalistas, que cobram um compromisso dele com a democracia e estão sendo agora enxovalhados na internet com informações, inclusive falsas, sobre o seu passado, como aconteceu essa semana com a jornalista Miriam Leitão, que foi vítima de tortura”, disse o petista.