23 de janeiro de 2019, 06h24

Haddad diz que relação do clã Bolsonaro com as milícias é histórica

O petista ainda ironizou as explicações de Flávio Bolsonaro em relação à evolução de seu patrimônio. "Se o filho [Flávio Bolsonaro] conseguir explicar essa evolução patrimonial ele deveria substituir o Paulo Guedes, porque ele seria um gênio".

Montagem
Em viagem à Lisboa para articular uma rede internacional contra o avanço da extrema-direita, Fernando Haddad (PT) afirmou nesta terça-feira (22) que “a relação da família Bolsonaro com as milícias é histórica”. As informações são de Giuliana Miranda, na Folha de S.Paulo. Pelo Twitter, Haddad acompanhou os desdobramentos da operação que prendeu milicianos que têm ligação com o deputado estadual e senador diplomado Flávio Bolsonaro (PSL/RJ) e compartilhou uma notícia do Portal Terra de 2007, em que o filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirma que quer legalizar as milícias. “As classes mais altas pagam segurança particular, e o pobre,...

Em viagem à Lisboa para articular uma rede internacional contra o avanço da extrema-direita, Fernando Haddad (PT) afirmou nesta terça-feira (22) que “a relação da família Bolsonaro com as milícias é histórica”. As informações são de Giuliana Miranda, na Folha de S.Paulo.

Pelo Twitter, Haddad acompanhou os desdobramentos da operação que prendeu milicianos que têm ligação com o deputado estadual e senador diplomado Flávio Bolsonaro (PSL/RJ) e compartilhou uma notícia do Portal Terra de 2007, em que o filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirma que quer legalizar as milícias.

“As classes mais altas pagam segurança particular, e o pobre, como faz para ter segurança? O Estado não tem capacidade para estar nas quase mil favelas do Rio. Dizem que as mílicias cobram tarifas, mas eu conheço comunidades em que os trabalhadores fazem questão de pagar R$ 15 para não ter traficantes”, disse Flávio, na época, segundo a reportagem.


O petista ainda ironizou as explicações de Flávio Bolsonaro em relação à evolução de seu patrimônio. “Se o filho [Flávio Bolsonaro] conseguir explicar essa evolução patrimonial ele deveria substituir o Paulo Guedes, porque ele seria um gênio. Fica aqui o compromisso de que nós não o acusaríamos de nepotismo”.

Haddad ainda falou da participação de Jair Bolsonaro na abertura do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.

“Em Davos, o presidente sequer conseguiu falar o que queria. […] O sujeito teve 30 anos para se preparar e faz um discurso daquele em seis minutos. Quem é o Bolsonaro para julgar o trabalho de um educador? Uma pessoa que não consegue articular dez palavras”, afirmou.

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