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09 de janeiro de 2019, 09h35

Haddad diz que saída de pacto da migração fomenta xenofobia: “Macaquear EUA virou política de Estado”

"A decisão de retirar Brasil de Pacto de Migração terá pouco efeito “prático” interno, a não ser fomentar a xenofobia", tuitou Haddad.

Foto: Reprodução/Facebook
Fernando Haddad (PT) afirmou na manhã desta quarta-feira (9) que a decisão do governo Jair Bolsonaro (PSL) de retirar o Brasil do Pacto Global para a Migração da ONU vai fomentar a xenofobia. “A decisão de retirar Brasil de Pacto de Migração terá pouco efeito “prático” interno, a não ser fomentar a xenofobia”, tuitou Haddad. Leia também: Saída do Brasil do Pacto de Migração cria caldo social para a xenofobia, diz especialista Ao oficializar a saída do pacto, o Brasil caminha na contramão da maioria dos países do mundo e se alinha a governos populistas e autoritários como o dos Estados...

Fernando Haddad (PT) afirmou na manhã desta quarta-feira (9) que a decisão do governo Jair Bolsonaro (PSL) de retirar o Brasil do Pacto Global para a Migração da ONU vai fomentar a xenofobia.

“A decisão de retirar Brasil de Pacto de Migração terá pouco efeito “prático” interno, a não ser fomentar a xenofobia”, tuitou Haddad.

Leia também: Saída do Brasil do Pacto de Migração cria caldo social para a xenofobia, diz especialista

Ao oficializar a saída do pacto, o Brasil caminha na contramão da maioria dos países do mundo e se alinha a governos populistas e autoritários como o dos Estados Unidos e da Hungria.

“Macaquear EUA virou política de Estado. Vida dos brasileiros fora dificilmente piorará. Gesto é simbólico de homenagem à intolerância”, afirmou o petista no mesmo tuíte.

Também pela rede social, Jair Bolsonaro comemorou a decisão. “Quem porventura vier para cá deverá estar sujeito às nossas leis, regras e costumes, bem como deverá cantar nosso hino e respeitar nossa cultura. Não é qualquer um que entra em nossa casa, nem será qualquer um que entrará no Brasil via pacto adotado por terceiros”, diz o tuíte sobre o ato acordado anteriormente pelo governo brasileiro, ressaltando em letras garrafais: “Não ao pacto migratório”.

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