28 de junho de 2018, 21h54

Haddad e Gleisi visitam Lula e reafirmam registro de candidatura em 15 de agosto

Ex-prefeito de São Paulo e presidenta do PT visitaram Lula em Curitiba nesta quinta-feira. Saiba como foi

Foto: Eduardo Matysiak/Agência PT

Por RBA

O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, coordenador da pré-campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva, visitou o ex-presidente na tarde de hoje (28) e disse que o ex-presidente criticou a forma como é tratado pela Justiça, além de reiterar intenção de ser candidato. “O povo está dizendo, em todas as consultas feitas, que gostaria de votar no presidente Lula. Alguns gostariam de votar em outro candidato até, mas gostariam de ver o direito de Lula ser candidato. Vamos reconhecer que há fragilidades no processo contra Lula. Ninguém pode ser condenado por convicção ou por delação de criminosos confessos”, disse Haddad.

“As pesquisas dão uma demonstração da direção a ser tomada. Acreditamos na soberania popular. Recentemente conversei com o comandante do Exército. Disse que nós, da centro-esquerda, temos um grande apreço pela soberania nacional, que é um valor cultivado pelas Forças Armadas. Mas vemos esse conceito indissociável da soberania popular. Não existe nação sem povo”, disse.

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), também esteve na visita. “Só é possível tirar Lula da disputa se provarem o crime de que o acusam, e não tem essa prova. Segundo, se ele morrer. Ele é candidato e acha que a manobra do STF de não deixar a segunda turma analisar seu caso acontece justamente para impedi-lo de ser candidato. Estamos reafirmando que ele será inscrito como candidato no dia 15 (de agosto). Pelo projeto que ele representa e trás com seu nome e legado.”

Haddad disse que Lula está preocupado com a condução da política externa do Brasil, que classificou como fraca. “É preciso resgatar o protagonismo do Brasil diante das outras nações. O Brasil está muito acanhado, se retirou do debate internacional, haja vista essa situação específica com os Estados Unidos.

O que Lula pretende, em seu terceiro mandato, é voltar a recuperar esse protagonismo. Em relação ao Mercosul, Unasul e Brics, com uma política externa ativa e altiva”, disse, em referência a política de tolerância zero do presidente norte-americano, Donald Trump, que vem separando e mantendo presas crianças filhas de imigrantes.

“Lula demonstrou toda disposição de tratar dos temas nacionais. A principal preocupação dele tem relação com as crianças brasileiras nos Estados Unidos. Uma preocupação com o fato de que quem está no exercício da presidência reclamava que não se encontrava com o presidente dos Estados Unidos e quando o faz acaba tomando um pito do vice-presidente sobre o descaso do governo brasileiro com a situação crítica de crianças separadas de seus pais”, disse sobre o encontro do presidente Michel Temer (MDB), com o vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence na terça-feira (26).