09 de outubro de 2018, 08h53

Haddad propõe pacto contra fake news e é chamado de ‘canalha’ por Bolsonaro

Bolsonaro acusa ainda Haddad de ‘roubar’ a sua proposta de isenção de imposto para quem ganha até R$ 5 mil. A proposta, no entanto, está no programa do PT, mas não está no do PSL

Foto: Reprodução

O presidenciável Fernando Haddad (PT) propôs, nesta segunda-feira (8), em Curitiba, “uma carta de compromisso contra calúnia e difamação anônima nas redes sociais, sobretudo o WhatsApp”. Seu opositor no segundo turno, Jair Bolsonaro, se recusou a assinar e o chamou de ‘canalha’ pelo Twitter:

“O pau mandado de corrupto me propôs assinar ‘carta de compromisso contra mentiras na internet’. O mesmo que está inventando que vou aumentar imposto de renda pra pobre. É um canalha! Desde o início propomos isenção a quem ganha até R$ 5.000. O PT quer roubar até essa proposta.”

Apesar de Bolsonaro afirmar que o PT pretende “roubar” sua ideia de ter isenção no imposto de renda para quem recebe salário de até R$ 5 mil, a ideia não consta no plano de governo do presidenciável do PSL entregue ao Superior Tribunal Eleitoral (TSE).

Hoje, quem ganha um salário mensal de até R$ 1.903,98 é isento no imposto de renda. Depois, as faixas de pagamento variam entre 7,5% ao mês até 27,5%

Já no plano de governo do PT, a isenção para quem recebe salário de até 5 salários mínimos está prevista na página 5 do documento. Com o salário mínimo em R$ 954, cinco salários mínimos totalizam R$ 4.770.

Com informações da Agência Sputnik