13 de outubro de 2018, 19h44

Haddad:”Bolsonaro não tem qualificação para ser vereador, quanto mais presidente”

O candidato do PT ainda criticou, durante agenda em São Paulo, falas de cunho racista de seu adversário: “Eu nunca imaginei que um cara que afirmasse que o filho não casaria com uma negra porque foi bem educado poderia estar no segundo turno"

Foto: Ricardo Stuckert

O candidato do PT à presidência, Fernando Haddad, questionou neste sábado (13) a capacidade de Jair Bolsonaro (PSL) para ser presidente da República. “Acho que para vereador ele não tem qualificações para ser. Ele não tem qualificação para ser deputado, quanto mais para ser presidente”, afirmou o petista durante um encontro com jovens, artistas e produtores culturais da periferia de São Paulo.

Após depoimentos dos jovens, Haddad afirmou que ampliaria os recursos do Ministério da Cultura para a produção cultural das periferias e garantiu que ampliaria o passe livre de estudante, que implantou como prefeito de São Paulo, para todo o país. Depois, voltou a criticar Bolsonaro.

“Eu nunca imaginei que um cara que afirmasse que o filho não casaria com uma negra porque foi bem educado poderia estar no segundo turno”, disse. “Aquilo foi uma das coisas mais grotescas que já vi”, completou.

Para Haddad, esse tipo de fala torna seu adversário “o pior parlamentar do Congresso Nacional”.

“Auto-crítica”

Depois do evento, em coletiva de imprensa, o presidenciável falou sobre a tão cobrada “auto-crítica” do PT e apontou um plano para conter a corrupção nas empresas estatais. “Todo dia eu faço uma crítica a alguma coisa que foi feita de forma equivocada, mas mostrando o caminho para superar”, afirmou.

O caminho, de acordo com Haddad, seria levar a controladoria que criou no Ministério da Educação para as empresas estatais. “O ministério que comandei por quase 7 anos tinha uma controladoria muito forte. Não teve corrupção no ministério que tinha R$100 bilhões de orçamento, um dos maiores orçamentos da República. Esse mesmo tipo de controle eu vou levar para as estatais. Então, são formas de dizer como vamos evitar erros que foram cometidos no passado. E uma dessas formas é fortalecer o controle”, explicou.