04 de junho de 2015, 16h26

Hawilla coopera com FBI desde 2013 e grampeou Marin

Segundo Folha de S. Paulo, proprietário da Traffic passou a colaborar com os norte-americanos depois que ele próprio foi gravado por outro investigado; Hawilla fechou acordo com a Justiça e se declarou réu confesso

Segundo Folha de S. Paulo, proprietário da Traffic passou a colaborar com os norte-americanos depois que ele próprio foi gravado por outro investigado; Hawilla fechou acordo com a Justiça e se declarou réu confesso Por Redação O empresário paulista José Hawilla, um dos investigados no escândalo da Fifa, colabora com o FBI desde o final de 2013. A partir daí, ele passou a utilizar grampos em conversas telefônicas com outros envolvidos no esquema de pagamento de propina e lavagem de dinheiro ligados a contratos de futebol. As informações são da Folha de S. Paulo. A cooperação entre Hawilla e o órgão norte-americano começou depois que...

Segundo Folha de S. Paulo, proprietário da Traffic passou a colaborar com os norte-americanos depois que ele próprio foi gravado por outro investigado; Hawilla fechou acordo com a Justiça e se declarou réu confesso

Por Redação

O empresário paulista José Hawilla, um dos investigados no escândalo da Fifa, colabora com o FBI desde o final de 2013. A partir daí, ele passou a utilizar grampos em conversas telefônicas com outros envolvidos no esquema de pagamento de propina e lavagem de dinheiro ligados a contratos de futebol. As informações são da Folha de S. Paulo.

A cooperação entre Hawilla e o órgão norte-americano começou depois que ele próprio foi gravado por outro investigado. No último mês de dezembro, após um ano de colaboração, fechou um acordo com a Justiça, segundo o qual se declara réu confesso e se comprometeu a pagar US$ 151 milhões (aproximadamente R$ 473 milhões). Destes, US$ 25 milhões (R$ 78 milhões) já foram depositados.

A conversa entre Hawilla e José Maria Marin, ex-presidente da CBF, a que teve acesso o FBI aconteceu em abril de 2014. O tema em questão era o pagamento anual de R$ 2 milhões de propina referente aos direitos de transmissão da Copa do Brasil. Parte desse diálogo foi reproduzida na acusação judicial levada a público no último dia (27), quando sete dirigentes da Fifa – entre eles Marin – foram presos na Suíça.

Além de proprietário da Traffic, a maior empresa de marketing esportivo da América Latina, J. Hawilla também é dono da TV TEM, uma das afiliadas da Rede Globo no interior de São Paulo.

(Foto: Reprodução/Youtube)