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19 de maio de 2018, 14h34

Hoje qualquer um pode montar uma editora no Brasil. Conversa com Eduardo Lacerda, da Editora Patuá

Tomaz Amorim conversou com Eduardo Lacerda, da Editora Patuá, sobre as dificuldades e possibilidades de editar livros em editoras independentes no Brasil

Foto: Pricila Gunutzmann

Tomaz Amorim: Qual a dificuldade de manter uma editora independente? O que dá para melhorar na cena?

Eduardo Lacerda: Dá para fazer melhor que a Patuá, mas tudo envolve dinheiro. Acho que você é a primeira pessoa que me pergunta claramente como dá para fazer melhor. Porque eu identifico muitos erros no meu trabalho, mas todos os erros que eu identifico estão muito mais relacionados à dificuldade de fazer alguma coisa a partir do que eu consigo cobrar de cada pessoa, do que da minha capacidade de fazer esse trabalho melhor. O autor chega e eu viro para ele e falo: “Você não vai pagar nada, a gente vai fazer teu livro bonito, com uma edição caprichada, muito melhor do que muita gente profissional por aí”, e ele não paga nada. O que eu consigo oferecer é limitado, porque você precisa de grana pra tudo. O autor não pagou nada e também não vendeu livro, então ele não pode me cobrar mandar para jornais 20 ou 30 livros de graça. Tudo tem custo. Eu não sou um mecenas, não sou rico. Eu não tenho uma história de menino pobre que tem editora, também não é isso. Venho de família de classe média baixa, mas comida em casa nunca faltou. Estudei a vida inteira em escola pública, mas isso daí como 90% das pessoas. Depois comecei o curso de letras na São Judas, não aguentei pagar, paguei 2 meses e fiquei devendo. Acho legal existirem editoras como a do Charles Cosac. Mas eu não tenho grana no banco para investir, eu não sou mecenas, então tudo é equilibrado. Ao mesmo tempo que eu não cobro, eu também não ofereço tanto. Eu recebo 150 livros por mês e consigo publicar 15, sozinho. Sozinho não, o Ricardo Escudeiro trabalha comigo, o Leonardo Matias faz as capas e também edita alguns livros. Então, se você paga um editor, com cinco ou seis mil reais para publicar o livro, ele cumpre prazo, ele faz prestação de contas, ele faz todo o trabalho profissional que dentro da Patuá eu não faço porque também não cobro dos autores uma postura “profissional” neste sentido. Eu tenho autores que já têm 800 livros vendidos e autor que vendeu 10 ou 20 exemplares e deu um prejuízo de mil reais. Mas eu não considero prejuízo. Um cobre o outro, e eu não dou tratamento especial para quem vendeu muito ou para quem vendeu pouco.

Tomaz Amorim: Às vezes há uma preocupação do público de que as editoras independentes publiquem demais. Eu nunca entendi bem essas críticas porque, se a preocupação for com qualidade, as editoras têm alcançado finais de grandes prêmios, publicando tantos autores renomados, quanto iniciantes. O que você pensa sobre isso? Qual a política editorial de vocês?

Eduardo Lacerda: Pois é, e não são só os prêmios. Os livros têm destaque na crítica especializada. E mesmo os que não são poetas de final de prêmio, tem os poetas de literatura marginal que estão trabalhando na rua há muitos anos e que são um orgulho para nós publicar. Por que ele era melhor antes ainda na rua e agora que publica por uma editora se torna pior?

Tomaz Amorim: Eu tenho essa preocupação, e acho que a gente compartilha isso tendo origens sociais parecidas, de que só se possa editar poesia no Brasil de forma independente como um hobby. Se você decide sobreviver sendo editor de poesia, isso significa pagar contas, ter um modelo que não vai te deixar endividado, ou seja, um modelo em que editar poesia seja uma profissão e que permita, quem sabe no futuro, que os autores também possam viver. Claro, tudo isso mantendo uma coerência literária, sem vender porcaria, mas movimentando uma cena literária saudável, que permita a profissionalização de editores, autores a partir da formação de leitores para gêneros até agora menos conhecidos ou apreciados. Minha motivação principal em vir conversar com você hoje é para falar disso. Como isso tem sido possível para a Patuá e como pode ser possível para outras editoras. Falar dessa cena independente, seja lá o que isso significa, para além da Cosac Naify e das outras grandes editoras, por exemplo. 

Eduardo Lacerda: Por exemplo, duas das maiores editoras do Brasil, a Companhia das Letras e a Todavia, que é uma editora de ex-editores da Companhia das Letras, as duas têm banco por trás, o Moreira Sales, o Itaú. Livro é um produto para muita gente, mas não é para a Patuá, no sentido de que a literatura não é um produto. O que você vende é o suporte, não o que é publicado. Você não pode comprometer o seu catálogo, sua coerência de leitura de literatura para vender mais ou vender menos. Mas depois que aquilo está publicado e vem publicado com uma edição bonita, você tem que trabalhar para que isso seja vendido, porque a venda significa você ter mais leitores. E aí nesse sentido, o que é uma editora pequena, o que é uma editora independente? Até um ano e meio atrás eu não tinha um funcionário. A partir do momento que você tem um funcionário, ele não quer saber no final do mês a desculpa de “mas eu sou independente e não tenho dinheiro para te pagar”, “a gente publicou cinco livros de poesias maravilhosos, mas não deu a grana”. Ele conta com aquilo, ele precisa daquilo. Então você se torna um pouco menos independente no sentido financeiro, apesar de que no sentido editorial você pode continuar independente. Mas você depende de venda de livro para pagar aquele seu funcionário e para viver.

Tomaz Amorim: Sem acusações ingênuas a ninguém, porque eu também me incluo nisso, mas eu sinto uma tendência em certos círculos culturais de esquerda de considerar o dinheiro como uma coisa suja ou uma coisa que você não pode ativamente ir atrás. Tudo bem, uma coisa é a lógica do mercado, outra coisa é pagar contas. Eu sinto que isso é uma coisa bastante brasileira especificamente e que no fim das contas é um privilégio porque afinal, quem é que pode se dar ao luxo de não pensar em dinheiro? Quem tem dinheiro!

Eduardo Lacerda: Eu penso muito em pagar as contas dos livros, mas eu não penso em dinheiro Eu não pense no lucro extremado, eu não penso em explorar as pessoas. Minha editora precisa de dinheiro não porque eu quero ganhar dinheiro, mas porque eu tenho contas para pagar, porque o cara da gráfica trabalhou. Eu preciso pensar como vender, mas não em me vender. Vender não é se vender. Eu não posso começar a falar agora que eu vou publicar uma literatura em que eu não acredito só porque isso vai me ajudar com dinheiro. E eu acho que eu tenho um catálogo muito legal para falar isso. Se eu quisesse ganhar dinheiro mesmo, eu não ia colocar o meu nome ali. Eu ia fazer o livro de qualquer jeito. Hoje, eu tenho livros que eu tenho o orgulho de pegar e falar, poxa, que projeto gráfico bonito, olha que ilustração. Tem erros? É claro que tem erros, mas acho que esses erros acontecem em muito porque eu não sou profissional neste sentido comercial. Eu faço coisas bonitas, mas tem que ter a coisa do amador, não de quem faz de qualquer jeito, mas é o que faz do jeito que dá, do que é possível, amador de quem ama.

Tomaz Amorim: Escritor, editor, gráfica e leitor. O sistema literário brasileiro é precário. 65% das escolas brasileiras não têm biblioteca. Nas públicas o número é pior. Livrarias são uma raridade em quase qualquer cidade brasileira. Ou seja, não há um sistema do ponto de vista material, embora haja uma literatura brasileira. E essa literatura brasileira tem classe, tem certos centros, certos grupos. Acho que estamos em um momento legal no Brasil em que outros grupos, ou que sempre escreveram e não foram reconhecidos, como uma Carolina Maria de Jesus, ou começaram agora, começam a aparecer e isso tem implicações gigantescas. Em alguns países da Europa, nos Estados Unidos tem coisa ruim sendo publicada. Romance policial, com muita propaganda na rua, com o mesmo enredo desde o século XIX, mas que vende muito e que mantém o sistema rodando. A mesma coisa é o cinema comercial nacional da Coreia do Sul ou da França, que acaba bancando o cinema artístico (junto, claro, com subsídios estatais, mas isso é outra história). Já aqui no Brasil a gente tem essa posição extrema que é: tem que ser arte pura e imaculada, não pode ter nada a ver com circulação comercial. Para mim essa ideia vem de uma posição privilegiada, justo de quem não precisa ganhar dinheiro com literatura porque já tem de outras fontes. Os grandes escritores brasileiros são diplomatas, compartilham às vezes os mesmos sobrenomes. Claro que nem todo funcionário de embaixada é um Guimarães Rosa, esses são realmente grandes escritores.  A questão não é essa, a questão é pensar essa ampliação que felizmente acontece agora. E pelo que você diz essa é uma das tarefas que você se coloca com a Patuá. Democratizar e pensar a cena. Você vê, não é uma pergunta direta, mas um comentário sobre a cena. Primeiro defendendo que se publique literatura comercial, isso é fundamental para que o sistema funcione. Segundo, qual a relação disso com as dificuldades de se publicar no Brasil.

Eduardo Lacerda: Vamos pensar questões históricas para faltar leitores no Brasil. Você pega a história do livro aqui: o Brasil é o último país da América Latina, provavelmente um dos últimos do mundo, em que o governo permite a produção de livros dentro do país. Chile, Uruguai e Paraguai já tinham prensa, o Brasil não. Era proibido. Quando a família real portuguesa vem fugida do Napoleão para cá em 1808, eles permitem a impressão de livros porque estão aqui, ainda com uma censura prévia. Depois disso, quantas ditaduras ou ditaduras veladas, como a que a gente vive agora, aconteceram no Brasil? O Brasil nunca teve um projeto de formação de leitores, de cultura escrita. O projeto dos Jesuítas no Brasil dizia: “A gente não precisa ensinar o índio a ler e a escrever porque eles não tinham língua escrita anteriormente”. Isso está na história da educação e do livro no Brasil. E isso ainda não se resolveu. As pesquisas mais recentes de analfabetismo dão entre 10 e 15% de analfabetismo em todo país. Tem 220 milhões de pessoas, ou seja, a gente ainda tem 20 ou 30 milhões de pessoas que não sabem ler e escrever. Isso sem contar que o Brasil também é um dos últimos países a acabar com a escravidão oficialmente, embora ela tenha continuado de maneiras veladas muitos anos depois… Então eu acho que, como o Antonio Candido diz, não só a literatura, ler literatura é um direito, mas escrever é um direito.

Tomaz Amorim: E editar também! Se com essa suposta ascensão social, diversificação do que tem acontecido no Brasil, a gente tem que ter todo mundo em todos os cargos. Editar não pode continuar sendo um hobbie de quem tem um bom emprego e quer fazer um bem para a literatura. É ótimo que essas pessoas existam, mas precisamos ir além.

Eduardo Lacerda: A gente pode voltar a um conceito de esquerda: hoje a gente vive um momento em que qualquer pessoa nesse país detém os meios de produção de livro. Qualquer pessoa com acesso ao computador, que saiba ler e escrever, consegue editar um livro. Claro, é bem mais complexo do que isso e eu não estou reduzindo o trabalho do editor. Mas materialmente depende de um computador com acesso ao Word, que transforma o documento em PDF, um escritor e um artista que possa fazer a capa. O problema do Brasil nunca foi escritor, os escritores são maravilhosos, e nunca foram os artistas. Os meios de produção sempre foram o problema.

Tomaz Amorim: Mas e a gráfica? As editoras sempre reclamaram do preço da gráfica para justificar o preço alto do livro no país. Aí entra naquele ciclo repetitivo de que porque o livro é caro não se lê, mas o livro é caro porque tem pouco leitor.

Eduardo Lacerda: A gráfica? Hoje você faz um livro como esse que eu faço, com essa qualidade, a partir de 10 exemplares com o custo de R$8 a R$10 em praticamente qualquer lugar do país. Com R$ 100 você faz um livro.

Tomaz Amorim: Mas isso aqui na região de São Paulo?

Eduardo Lacerda: Sim, mas com o Correio você resolve isso fácil, por mais que encareça um pouco por causa do frete, que dobre o custo, ainda assim você consegue fazer. O que falta para algumas regiões do país são gráficas, mas muita gente faz aqui, às vezes eu até faço a intermediação entre amigos que querem imprimir e a gráfica.

Tomaz Amorim: E não são gráficas secretas que apenas os editores conhecem?

Eduardo Lacerda: Não, eu divulgo esses lugares. Eu estou montando uma incubadora chamada Public Inc que é uma incubadora de editoras independentes. Eu quero ensinar pessoas a montar editoras em outros lugares do país. É um site em que eu listo as gráficas boas que fazem, que explica como tirar ISBN, como montar um site. Compartilhar a minha experiência, o caminho que eu percorri.

Tomaz Amorim: Muito bem, então passada a questão da produção, entra a distribuição.

Eduardo Lacerda: A gente não tem mais um problema dos meios de distribuição. Você não precisa de uma livraria para vender o teu livro porque de qualquer site você envia pelos Correios e consegue vender. Qualquer pessoa monta uma conta no PagSeguro ou no Paypal, aceita débito, crédito, boleto bancário, depósito em conta etc. A única coisa que você precisa ter é uma conta em banco, o que hoje, na minha época não tinha, mas hoje o governo do PT criou, é o MEI, o microempreendedor individual, e formaliza o pequeno negócio. Então hoje, um garoto ou uma garota, de qualquer lugar do Brasil com acesso à internet e computador, abre um CNPJ com o MEI, não precisa emitir nota e até R$ 7000 por mês tem uma editora, paga R$ 50 por mês e está pagando a sua previdência, está pagando imposto para o governo brasileiro e está contribuindo para a sociedade. Isso é revolucionário.

Tomaz Amorim: E na divulgação, a internet resolve.

Eduardo Lacerda: Isso, Facebook, Google, Blog, Twitter, ninguém te barra. O que falta no Brasil ainda são meios de legitimação. E não é que falte exatamente, as pessoas é que pedem por isso. O que são esses meios de legitimação? Saiu na Folha? A USP leu meu livro? Mas quem te legitima é a sua comunidade! Uma molecada do Capão Redondo, Jardim Ângela, Taboão, de várias periferias, às vezes vêm aqui eu falo que de um livro de 100 exemplares eu vendo 50 e eles riem da minha cara. Porque lá eles vendem 300, 400, 1000 livros para a comunidade e ninguém no centro fica sabendo. Às vezes sai uma reportagem na Folha de um livro da Companhia das Letras que vendeu 500 exemplares e aí o garoto ou garota na periferia da comunidade vende 1000 e eu pergunto: esse cara não foi mais o legitimado, essa mulher não foi mais legitimada do que o livro da Companhia ou da Patuá? Foi. Mas, para a sociedade como um todo, essa sociedade que ainda é preconceituosa, a legitimação que vale é a da USP, da Folha de São Paulo, do prêmio Jabuti. Não é que eles não são importantes, existe a importância disso, eu também não sou um cara que nega a importância disso. Mas incomoda que é mais aceito quem vai fazer a centésima tese sobre Machado de Assis do que alguém que estuda um autor contemporâneo que mora na favela. Professor, CAPES, CNPq vão te perguntar: qual a relevância desta pessoa? Poxa, é justo isso o que o trabalho vai mostrar, “deixa eu estudar e aí eu mostro no fim da pesquisa se tem ou não relevância”.

Tomaz Amorim: Pois é, e essa questão dos critérios de relevância, em um país como o Brasil, em que tudo é concentrado, é muito difícil de se resolver objetivamente. Muitas vezes, em um país gigantesco com duzentos milhões de pessoas, os críticos e os escritores têm o mesmo sobrenome.

Eduardo Lacerda: Sim, essa questão da relevância é muito variada. Eu nunca vendo tantos livros em lançamento quanto em cidades do interior. Lá, isso é um evento, dá em quatro ou cinco jornais. Aqui em São Paulo acaba sendo só mais um livro, mesmo que seja como eu já publiquei, um jornalista do Estadão. Vende 100 livros? Vende, mas assim como lá no interior também vende e também é para a família, amigos próximos etc.

Tomaz Amorim: Me fala um pouco sobre essa questão dos leitores. O modelo de negócios das pequenas editoras costuma ser pagar o livro já no lançamento, que é quando a maior parte dos exemplares é vendida. Você tem uma preocupação no seu trabalho de também formar leitores? Qual a relação do editor com eles?       

Eduardo Lacerda: Na minha experiência, existem três camadas de leitores. A primeira inclui amigos e família. Essas pessoas são importantes, elas compram livros e se 10% fizer a leitura, são pessoas que nunca leram um livro deste tipo e que vão ler, ou seja, vai se formando um público leitor no sentido amplo. Claro, essa camada depende muito mais da rede de contatos do autor, então quanto mais família, quanto mais amigos ela tiver, mais ela vai vender. A segunda camada são os outros escritores, eles já estão nesse campo de crítica jornalística, de quem vai dar uma resenha, vai dar uma nota em blog, é gente que segue a cena literária e vai ver uma relevância literária do seu livro. Mas ainda é uma turma carregada de preconceitos. Leitor, leitor mesmo, é uma terceira camada que são pessoas que você não conhece, é gente que ouviu falar e está curioso. Quando este último leitor chega ao tomar conhecimento livro já passou por uma série de preconceitos anteriores, mas este último leitor é com que todo escritor sonha e almeja. Ninguém quer ficar vendendo para a tia a vida inteira. Mas infelizmente, dentro da Patuá, a maior parte dos leitores ainda são as tias, os amigos, os alunos. Porque a gente também não tem uma grana para investir em marketing.

Tomaz Amorim: Quantos livros vocês recebem por mês? Publicam quantos? Quais são os critérios de publicação?

Eduardo Lacerda: A primeira coisa é dar chance para autores estreantes, pessoas que não poderiam pagar pela publicação. Eu sempre publiquei gratuitamente, em um universo de 700 livros publicados acho que 10 pagaram pela publicação. A gente recebe uma média de 100 a 150 originais por mês, mas isso é muito sazonal. Se a Patuá fica finalista de um Prêmio Jabuti, aí explode. Quando a gente ganhou o Prêmio São Paulo de Literatura, que é o maior prêmio financeiro do país, 100 mil reais para os autores, uma semana depois do anúncio do prêmio a gente recebeu 300 originais. Eu não sou capaz de ler todos os livros, eu não quero publicar todos os livros, não quero ser a única editora nesse país, não tenho intenção de crescer além do que eu sou capaz. Quero trabalhar os autores de forma honesta, vender uma quantidade suficiente para que a editora consiga sobreviver e que o autor consiga ganhar com isso. Voltando um pouco aos critérios de seleção, a primeira decisão então é publicar autores estreantes sem cobrar nada. A segunda é publicar a mesma quantidade de homens e mulheres, varia, claro, de acordo com o mês, mas nosso catálogo é meio a meio.

Tomaz Amorim: Obrigado, Eduardo. Vamos torcer para que as editoras independentes floresçam pelo país e que a cena literária se amplie e estabeleça. Parabéns pelo trabalho neste sentido e nos avise quando a Public Inc estiver no ar para divulgarmos as informações!