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15 de junho de 2017, 14h47

Holding da JBS queima R$ 8 bilhões em patrimônio para pagar contrato de leniência

De acordo com o relatório, a J&F já colocou à venda linhas de transmissão de energia e a Vigor Alimentos e estuda se desfazer ainda de Eldorado (celulose), Alpargatas (dona das Havaianas) e Flora (higiene e limpeza).

De acordo com o relatório, a J&F já colocou à venda linhas de transmissão de energia e a Vigor Alimentos e estuda se desfazer ainda de Eldorado (celulose), Alpargatas (dona das Havaianas) e Flora (higiene e limpeza). Da Redação* A J&F, holding que congrega os negócios dos irmãos Batista, que inclui a JBS, empresa que distribui os produtos Friboi, planeja vender pelo menos R$ 8 bilhões em ativos no curto prazo, conforme informe da agência de classificação de risco Standard & Poor’s. A S&P atribuiu a informação à administração da empresa. De acordo com o relatório, a J&F já colocou...

De acordo com o relatório, a J&F já colocou à venda linhas de transmissão de energia e a Vigor Alimentos e estuda se desfazer ainda de Eldorado (celulose), Alpargatas (dona das Havaianas) e Flora (higiene e limpeza).

Da Redação*

A J&F, holding que congrega os negócios dos irmãos Batista, que inclui a JBS, empresa que distribui os produtos Friboi, planeja vender pelo menos R$ 8 bilhões em ativos no curto prazo, conforme informe da agência de classificação de risco Standard & Poor’s. A S&P atribuiu a informação à administração da empresa.

De acordo com o relatório, a J&F já colocou à venda linhas de transmissão de energia e a Vigor Alimentos e estuda se desfazer ainda de Eldorado (celulose), Alpargatas (dona das Havaianas) e Flora (higiene e limpeza).

O mandato para vender a Vigor e as linhas de transmissão foi concedido ao Bradesco BBI e ao Santander, dois dos maiores credores do grupo.

A reportagem não conseguiu contato com a assessoria da J&F para comentar o relatório da agência. Oficialmente, a empresa vinha negando que estivesse vendendo ativos.

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Para subsidiar suas avaliações sobre o risco de pagamento das dívidas das companhias, as agências de rating têm contato direto com a administração das empresas e acesso a informações privilegiadas.

Nesta quarta-feira (14), a S&P rebaixou a classificação de risco da J&F e de suas controladas JBS (proteína animal) e Eldorado. A agência relatou preocupação com o impacto nos negócios da delação premiada dos donos do grupo, os irmãos Joesley e Wesley Batista, que confessaram um amplo esquema de pagamento de propina a políticos.

Na avaliação dos especialistas da S&P, a capacidade da J&F de pagar suas dívidas está muito vinculada à venda de ativos, já que o fluxo de dividendos que recebe de suas empresas é restrito.

A holding J&F assumiu sozinha o compromisso de pagar a multa de R$ 10,3 bilhões do acordo de leniência em 25 anos, o que praticamente duplicou sua dívida. A J&F já tinha R$ 4,2 bilhões de dívida própria e R$ 7 bilhões de garantias fornecidas às subsidiárias, principalmente à Eldorado Celulose.

As parcelas do pagamento da multa podem variar entre R$ 400 milhões e R$ 850 milhões, enquanto os dividendos somaram R$ 92 milhões em 2014, R$ 213 milhões em 2015 e R$ 109 milhões no ano passado.

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Segundo a Folha apurou, a expectativa dos banqueiros é de que um acordo possa sair em até um mês. A dificuldade tem sido acalmar o Itaú, que ameaça deixar as negociações e executar o cerca de R$ 1 bilhão que tem a receber.

Há risco de essa contar aumentar. A família Batista ainda tem de se acertar com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, onde a JBS mantém a maior parte de suas operações. O grupo também enfrenta questionamentos do TCU (Tribunal de Contas da União) e da CVM (Comissão de Valores Imobiliários).

*Com informações da Folha

Foto: Reprodução

 

 

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